Echo & the Bunnymen




A magia se perdeu na poeira do tempo, mas ainda é possível garimpar diamantes nos álbuns recentes do Echo & The Bunnymen. ‘‘Flowers’’ (Sum Records), o mais novo, revela um punhado deles lapidados pela interpretação vocal soberba de Ian McCulloch e pelas refinadas linhas de guitarra de Will Sergeant.
Lá fora, os fãs do grupo comemoram o lançamento da caixa ‘‘Crystal Days 1979-1999’’, que contém nada mais e nada menos do que quatro CDs totalizando 72 canções entre faixas raras, inéditas e ao vivo. Acompanha ainda um livrinho com fotos e comentários faixa a faixa feitos por McCulloch. Mas o melhor da festa é que já se cogita uma nova visita da banda ao Brasil, em novembro, quando eles estarão em turnê pela América do Sul.

Pixies



Nem extintos, os Pixies deixam a concorrência em paz. ‘‘Complete B Sides’’ (Sum Records), a terceira compilação póstuma da banda de Boston, põe no chinelo quase todos os lançamentos de rock que chegam mensalmente ao mercado.
Pixies foi a grande banda da virada dos anos 80 para os 90. Seu estoque de canções pervertidas de 1 minuto e meio gerou imitadores no mundo inteiro. David Bowie os amava, Kurt Cobain os idolatrava e por aí vai. O CD reúne os lados B de singles lançados na Inglaterra, destacando as covers ‘‘Winterlong’’ e ‘‘I’ve Been Waiting For You’’, ambas de Neil Young. Inclui ainda de bônus os videoclipes das músicas ‘‘Here Comes Your Man’’ e ‘‘Allison’’. A banda acabou em 91, entrou para a história, mas continua desconcertando as novas gerações.

Feeder



Feeder parece com um monte de bandas, menos com Feeder. Formada em 1992, a banda ainda não imprimiu sua marca. Com ‘‘Echo Park’’ (Sum Records), seu terceiro álbum, o trio nipo-gaulês mostra que ainda não se livrou do estigma que o persegue desde a estréia com ‘‘Polytheme’’, também lançado no Brasil.
Decalcando influências de uns e outros, o grupo quase convence em faixas como ‘‘Seven Days In The Sum’’, ‘‘Turn’’ e ‘‘Tell All Your Friends’’. Mas ainda assim, mesmo dosando com eficiência distorção e senso melódico, soa despersonalizado para conquistar novos simpatizantes. Talvez por isso, trate tão bem seu fã-clube, para o qual fez quatro shows exclusivos no último Natal.

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