Movimento de Rua 2001



O selo Só Rap, da Atração Fonográfica (www.atracao.com.br), está lançando o álbum ‘‘Movimento de Rua 2001’’, reunindo vários nomes do rap nacional: Alvos da Lei, Jamal, Visão de Rua, DAZN, RZO, 509E, Ander Mad, Somos Nós a Justiça, Edi Rock, Apocalipse 16 e Família 7 Taças, Posse Mente Zulu, Ieda Hills e Comunidade Carcerária. A síncope rítmica do rap, sobrepujando a melodia, se espalhou pelo país como voz da periferia. Não faltam retratos do mundo-cão, mas o CD também traz reflexões sobre cidadania onde ela inexiste. Entre os destaques, estão ‘‘Sangue B’’ – com o Visão de Rua, representante do rap feminino comandado por Dina Dee –, e ‘‘Paz Interior’’, com RZO, trazendo forte pegada soul. Os presidiários do 509-E também dão conta do recado. O CD é indicado exclusivamente para quem gosta do gênero.


João Cristal e Banda Brazuca

Imagine uma formação de big band tocando peças suingadas e estritamente brasileiras, com boa pegada instrumental. O disco ‘‘Sons e Vozes do Brasil’’ consegue esse resultado reunindo um naipe de instrumentistas sob o comando do pianista João Cristal. A idéia de aglutinar amigos em torno de uma big band foi aprovada pelo Fundo de Cultura de Santo André. Ao todo, são sete saxofones, três trompetes, cinco trombones, três baixistas, três bateristas e um percussionista que se alternam nas faixas. Todas as músicas foram compostas por João Cristal, com exceção de ‘‘Ponteio’’ (Edu Lobo/Capinam). Entre os saxofones, aparece Maurício Pereira, que integrou Os Mulheres Negras ao lado de André Abujamra (Karnak). O lançamento também é da Atração Fonográfica.


Vira Lata

A gravadora Rastropop Records, do Rio de Janeiro, lançou a coletânea ‘‘Vira Lata’’ para divulgar alguns nomes do cast do selo Xiclete. A tendência é um pop mais experimental, com mistura de funk, rock, rap e eletrônico. Como a orientação é não-comercial, o disco apresenta caminhos interessantes com Gabriel Muzak, passa pelo hardcore melódico com Staples, pelo rap rock de Crioulo Core, pelo rap eletrônico de Engajaduz, pela indie Oh! Valerie, pelo Punkadaria Rapcore, e pelo ska/bossa de Kongo. Enfim, ‘‘Vira Lata’’ estuda o terreno para futuro lançamentos. O selo está aceitando demos, é só escrever para Av. Visconde de Pirajá, 596/201, Ipanema, Rio de Janeiro. Telefones: (21) 3875-7467/3875-7570/3875-7514. O site da Rastropop é www.rastropop.com.br.
Reprodução



Airá Otá

Uma boa surpresa é o lançamento de ‘‘Airá Otᒒ, primeiro disco do duo formado por Vitor da Trindade e Carlos Caçapava, ambos percussionistas. Vitor da Trindade também toca violão popular, agregando ritmos contemporâneos com gêneros tradicionais no formato acústico, às vezes somando rap e embolada, como ocorre em ‘‘Rio’’ (Solano e Vitor Trindade), música de abertura do CD. A riqueza rítmica ganha contrapeso com o vocal grave e tranquilo de Trindade. O repertório traz até o lundu ‘‘A Saia da Carolina (Isto é Bom)’’ (Xisto Bahia). A dupla toca junto desde a década de 70, e já acompanhou nomes como Martinho da Vila e Milton Nascimento. ‘‘Airá Otᒒ resulta em um suingue sereno, sem exageros e marcadamente acústico. O disco saiu pela Dabliú, com distribuição da Eldorado.


Dez Anos

A Dabliú está lançando um CD em homenagem aos dez anos do festival de Tatuí, completados este ano, que reúne os compositores Rafael Altério, Juca Novaes e Edu Santana, mais a intérprete Lucila Novaes. Os quatro foram os mais premiados pelo evento. Tatuí, no interior de São Paulo, possui uma importante movimentação musical e mantém um conservatório conceituado em todo o país. Uma das faixas, ‘‘Até Quando Deus Quiser’’, foi gravada ao vivo no Fercapo, de Cascavel, em 1994, com Rafael Altério (piano e voz) e Lucila Novaes (voz). As gravações trazem instrumentistas de peso como Sizão Machado (baixo) e o Duofel (violões). Todas as faixas foram premiadas em edições do Festival de Tatuí na década de 90. A distribuição é da Eldorado (www.eldoradodiscos.com.br).


Carlos Villela

O forró apresenta algumas vantagens como ‘‘febre’’ da indústria fonográfica em relação ao pagode antecessor: o gênero está menos diluído e não caiu no discurso amoroso monotemático. Com direção de Genaro, ‘‘Pra Ter Forró’’ traz o cantor e compositor Carlos Villela, que já foi gravado por Genival Lacerda e Jorge de Altinho. A variedade de temas surge já na primeira faixa, ‘‘WWW.Com.Oxente’;’ (Villela), que diz: ‘‘Mas logo eu que sou desconfiado/ Dessa idéia de globalização/ Esse país já é americanizado/ Quer ver meu nego?/ Ligue a televisão (...)’’. A tendência persiste em letras que celebram desde a festa de São João até o Rio São Francisco. Todas as 11 faixas foram compostas e interpretadas por Carlos Villela. O disco tem distribuição nacional pela Atração Fonográfica.

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