Discos / Lançamentos
DISCOS/LANÇAMENTOS
Johnny Cash
O velho roqueiro Johnny Cash volta - aliás, voltou, no ano passado, e só agora chega aqui - com Unchained (American Recordings). A produção é de Rick Rubin , os detalhes surreais são gravações de Rusty Cage, do Soundgarden, e Rowboat, do darling dos 90 Beck - quase irreconhecível. Fora isso, não há surpresas: é o mesmo velho country rock básico com que Cash vem fazendo estrada desde os anos 50.
Babyface
Propalado como o maior produtor do momento, Babyface chega com disco próprio, The Day (Epic). O CD só comprova a queda da indústria fonográfica americana - e do Prêmio Grammy - à cafonice. The Day é um apanhado interminável de babas, com convidados que vão do ilustre Stevie Wonder ao ilustre Kenny G. Nos melhores momentos, é ainda um reflexo pálido da fase mais comercial de Michael Jackson.
QKumba Zoo
Banda de visual loucão, a QKumba Zoo vem da África do Sul e cai no Brasil - sabe Deus por que - com Wake Up & Dream (Arista). O disco é o
resultado da impensável fusão de ritmos tribais de base com teclados e programações da mais desenfreada dance music de salão. Os vocais de entonação árabe/egípcia, que poderiam interessar aos amantes da world music, são soterrados pelo jumbo do bate-estaca, e o resultado final é pura monstruosidade.
Stevie Wonder
Song Review - A Greatest Hits Collection (PolyGram) resume Stevie Wonder, um daqueles poucos artistas que justificam coletâneas desse porte. Reúne o melhor e o pior do artista, de clássicos como Superstition (1972) ou Signed, Sealed, Delivered, Im Yours (1970) ao pop abregalhado de Ebony & Ivory (1982) ou I Just Called to Say I Love You (1984). Pior que um bom disco de Wonder, melhor que um mau disco de Wonder.
Makaveli
The Don Killuminati - The 7 Day Theory (Universal) é o disco póstumo do rapper Tupac Shakur, que assume a persona Makaveli, inspirado no filósofo Maquiavel. O álbum foi finalizado dias após seu assassinato (sexta-feira, 13 de setembro de 1996) e segue na linha gangsta rap. Tupac fala de racismo, a vida em Los Angeles, bandidagem e sexo tocando em temas religiosos, como em Hail Mary e Blasphemy.
Space Jam
A trilha do filme Space Jam (Continental), em que Michael Jordan contracena com Pernalonga, é como uma versão Primeiro Mundo de Salsa e Merengue. Reúne a nata da baba do universo rap/rhythmnblues anos 90, que vende disco como água. Do rap, há Coolio e (exceção à preguiça generalizada) SaltnPepa. O setor r&b é de arrepiar: R. Kelly, Monica, All-4-One e DAngelo se batem para ver quem é mais pasteurizado.
Silvia Colombo e Pedro Alexandres Sanches/Agência Folha





