Da Bossa Nova ao erudito, sem esquecer ritmos caribenhos, o violão de Mario Berger mostra maleabilidade em ‘‘Latin Hearts’’, sem abandonar características da new age. O disco também faz parte da coleção ‘‘A Arte de Viver’’, da Atração Fonográfica, e traz dez composições de Berger. Há uma dobradinha entre Berger e Georg Gabler de ‘‘After Midnight’’. Ambos são austríacos e se ajudaram na produção dos CDs. Gabler abandona o piano para se dedicar aos teclados e acordeom, ao lado do produtor Tato Gomez no baixo, Roland Peil na percussão, Jupp Arens também no acordeom e Raimund Engelhard nas tablas - uma espécie de tambor de origem árabe. ‘‘Latin Hearts’’ foi inspirado durante uma viagem de Berger pela Ilha de Maiorca. O instrumentista cursou a Faculdade de Música de Viena e se tornou intérprete de música latino-americana. As influências, inclusive da música pop austríaca - Berger pertenceu ao grupo Expresso, que fez carreira por lá - resultam na mistura de ritmos étnicos que caracterizam hoje o rótulo World Music.


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