Depois de dois anos longe dos palcos e do estúdio, Belo volta com um disco de inéditas, que chega nas lojas nesta semana, e um DVD, a ser lançado no meio de dezembro. Condenado a oito anos de prisão por tráfico de drogas e associação para o tráfico, o cantor passou a cumprir a pena em regime semi-aberto em maio passado e aproveitou esse tempo para gravar. ''Estou muito emocionado de poder retomar minha carreira. Como fiquei dois anos longe, estou ansioso para mostrar para todo mundo minhas músicas novas'', fala Belo.
O novo disco, intitulado apenas ''Belo'' (Sony/BMG), tem 15 faixas inéditas e um bônus, ''Vem'' - música de Peninha gravada em 2004 e que acabou caindo no gosto popular na época -, que montam um repertório todo romântico e lento.
As músicas falam, invariavelmente, de amor, esperança e paixões não correspondidas. ''Sempre gostei de falar das coisas do coração. Este disco não poderia tratar de outro assunto. Mas ele não é igual, foi feito de maneira diferente. Desta vez, eu tive tempo de produzir as músicas, de arranjá-las, de deixar do jeito que eu queria. E é um álbum muito especial, pois representa meu retorno depois de dois anos afastado'', diz o cantor.
Nenhuma música parece fazer referência à época em que o cantor esteve encarcerado. Aliás, ele nem usa essas palavras. Ele prefere dizer ''afastado'' e se refere à prisão como ''uma época ruim da minha vida''.
''O que passou, passou; aconteceu, pronto e acabou. Ninguém sentiu o que a minha família sentiu. Não preciso ficar falando disso, prefiro falar de amor, de coisas alegres, de passar esperança nas minhas músicas'', fala, sem alterar a voz.
Entre os destaques do disco, ''Nada Vai Separar'', versão para a música ''Never Go Away'', dos rappers do Boys II Men, ''Tá Fazendo Frio'', com introdução de ''Me Dê Motivo'', de Tim Maia, e ''Quero te Amar'', com participação da cantora evangélica Flávia Santana.
No dia 30 deste mês, o cantor faz show de lançamento no Canecão, no Rio de Janeiro. ''Eu não posso sair do Rio. Eu amo São Paulo e não vejo a hora de voltar para casa, mas precisarei de uma autorização especial para poder tocar aí'', explica.

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