Joss Stone, a inglesinha de 18 anos que deslumbrou os medalhões da soul music na última temporada, volta a triunfar em CD. Depois da badalada estréia com o álbum ''Soul Sessions'', a menina solta sua voz potente em ''Mind, Body & Soul'' (EMI), mantendo distância da seara habitada por Britney Spears e Cristina Aguillera.
É provável que o público de Joss seja bem mais velho, gente capaz de notar influências de Aretha Franklin em sua performance vocal. Na nova investida ao estúdio, a cantora-prodígio foi além revelando-se também como compositora ao assinar quase todas as faixas do disco. Outra novidade é que a primazia do soul no primeiro trabalho foi diluída num caldo rítmico, aproximando-a perigosamente do vale da indiferenciação que tanto despersonaliza outras cantoras talentosas de r&b.
Em ''Less Is More'', por exemplo, ela envereda pelo reggae. Ao longo das 14 faixas, Joss é acompanhada por corais gospel, orgão antigo e levadas funky de guitarra e baixo. A cantora Betty Wright, que participou do primeiro disco, volta a colaborar ao microfone. Em ''Spoiled'', Joss Stone mostra todo seu potencial deslizando da suavidade para a gravidade como se fosse uma veterana diva da black music.
A balada é um dos destaques do repertório ao lado de ''Don't Cha Wanna Ride'', ''Security'' e particularmente ''Torn and Tattered''. Quem aprecia o som retrô da menina, está se deliciando. Afinal, nem deu para enjoar de ''Super Duper Love'', o sacolejante hit do disco de estréia.

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