Um em cada três discos vendidos no mundo no ano passado é falsificado. As vendas desses produtos piratas - foi 1,2 bilhão de unidades - totalizou US$ 4,6 bilhões em 2004, divulgou ontem a Federação Internacional da Indústria Fonográfica em seu relatório anual.
A pirataria musical cresceu 2% no ano passado, o menor índice em cinco anos, mas o número ainda é o dobro do registrado em 2000. Na América Latina, o mercado fonográfico oficial é atualmente dois quintos do que era em 1997 - na Ásia, excluindo-se o Japão, tem metade do tamanho.
No Paraguai, 99% dos CDs vendidos são falsificados, segundo o estudo. Na China, o índice é menor, de 85%, porém o país constitui o maior mercado pirata do mundo.
Em 31 países, discos falsificados são mais vendidos do que os originais. A indústria da pirataria está crescendo na América Latina, Índia, leste e meio-oeste da Europa, embora haja uma atuação rigorosa do governo de alguns países.
Um número significativo desses ''produtores'' - com capacidade de produzir 380 milhões de discos por ano - foi posto fora de ação em 2004.
A entidade, sediada em Londres, afirmou ainda que o relatório foi divulgado em Madri porque a Espanha é o país europeu onde a falsificação ocorre em maior escala. Nove outros países foram citados como prioridade no combate à pirataria: Brasil, China, Índia, Indonésia, México, Paquistão, Paraguai, Rússia e Ucrânia. ''A indústria fonográfica luta contra a falsificação porque, se não o fizer, simplesmente deixará de existir'', afirmou o presidente da entidade, John Kennedy.

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