Em 1997, era impossível sair à rua à noite sem ouvir o Prodigy estalando nos altos-falantes dos carros. Era a banda da hora, executada à exaustão nas FMs, na MTV e nas pistas de dança. O álbum ‘‘Fat of The Land’’ vendeu milhões de cópias, além de ser eleito o melhor da temporada por diversas publicações pop ao redor do mundo.
  Agora, após um hiato de sete anos, chega às lojas ‘‘Always Outnumbered, Never Outgunned’’ (Sum Records). Embora estampe o nome da banda na capa, o novo disco foi concebido, gravado e produzido sem a participação de Keith Flint, Leeroy e Maxim. Coube ao mentor do grupo, Liam Howlett, idealizar e materializar sozinho o projeto.
  Os colegas, anunciou ele em entrevistas, só serão convocados para os shows promocionais do disco. As sessões de gravação, porém, contaram com a participação de convidados especiais como os irmãos Liam e Noel Gallagher (do Oasis), a atriz Juliette Lewis (que acaba de lançar seu álbum de estréia à frente da banda Juliette and the Licks), o rapper Kool keith e outros como Princess Superstar, Ping Pong Bitches, Shahin Badir, Twista e Paul Jackson.
  Juliette empresta a voz para ‘‘Hot Ride’’, destaque do repertório e faixa mais rock do CD. Ela aparece ainda em ‘‘Spitfire’’, que abre o CD com reiterativos timbres orientais. Em ‘‘Girls’’, a introdução homenageia o hip hop old school (velha escola) enveredando em seguida para um electro punk. O electro ressurge também em ‘‘Action Radar’’, com vocais de Paul Jackson, da banda Dirt Candy.
  O material é diversificado, incluindo duas faixas instrumentais. Mantém o mix entre batidas eletrônicas pesadas, guitarras e grooves que levou o Prodigy às paradas. Mas se a fusão foi demolidora na segunda metade dos anos 90, hoje soa menos impactante, quase como um anticlímax após sete anos de espera.

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