Prevenir é melhor do que remediar. O velho ditado também pode ser aplicado para o sucesso nos estudos. Um bom exemplo é o do aluno Pedro Kepla, 12 anos. Sem nunca ter ficado em recuperação, ele já está na fase de listar os prazeres das férias: viajar, curtir a casa, organizar a sua festa de aniversário, ter mais tempo no computador... Aliás, o limite de tempo no computador é um dos itens da receita de sucesso de Pedro. ''A minha mãe determinou que eu e o meu irmão temos que ter uma hora de estudo para a gente poder usar o computador. E só podemos ficar no máximo duas horas por dia conectados.''
Conversa moderada na sala de aula, estudo diário de pelo menos uma hora, além de fazer a tarefa no mesmo dia da aula - muitas vezes até em sala, entre o intervalo de uma disciplina e outra - fazem parte da rotina do estudante. ''Prefiro caprichar no começo, para não sofrer no final, pois iria ficar chateado comigo mesmo se ficasse de recuperação.''
Já a situação da estudante Manuela Reis, 15 anos, do 1º ano do Ensino Médio, não é das melhores. Com risco de ficar em recuperação em matemática, inglês, geografia, química e biologia, Manuela já está conformada em ficar mais uma semana na escola para as aulas e provas de recuperação. ''Reprovei no ano passado e, apesar de ficar em recuperação nessas disciplinas, agora é por pouca nota. Estou bem melhor em comparação ao ano passado'', garantiu.
Entre os motivos que levaram a essa situação, ela destacou o fato de não seguir o hábito do estudo diário, deixando os livros sempre para a última hora. ''Procuro não conversar em aula, prestar atenção e acredito na minha capacidade de melhorar. Para o vestibular, penso cursar Direito.''(A.P.N.)

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