Curitiba - Os espetáculos''Besouro Cordão-de-Ouro'', ''O incrível menino na fotografia'', ''A alma imoral'' e ''Primeiro Amor'' foram os destaques da Mostra Oficial da edição 2007 do Festival de Teatro de Curitiba, que encerrou no último domingo. Só a mostra oficial contava com 21 montagens, algumas decepcionantes apenas, outras, um fracasso mesmo.
Isso sem contar o Fringe, que apresentou mais de 200 espetáculos de todos os cantos do País, a maioria de Curitiba. No total, foram 921 apresentações. Uma característica do evento deste ano é que nenhuma peça que teve seus ingressos esgotados mesmo antes do FTC começar agradou o público. Dessa vez, os ''azarões'' é que se sobressaíram.
Com exceções, ''Besouro'', por exemplo, já vinha de uma temporada bem-sucedida no Rio de Janeiro. Já ''O incrível menino na fotografia'', com texto e direção de Fernando Bonassi fez uma boa estréia no festival, com interpretação impecável de Eucir de Souza e lotou o Teatro Paiol. Este ano, aliás, o FTC teve recorde de público: 120 mil pessoas assistiram aos espetáculos e participaram dos eventos paralelos. Um número 10% maior do que no ano passado. Isso sem contar o público que conferiu a Mostra Cidade Viva, que trouxe um concurso de estátuas vivas para a cidade. ''Esse concurso deu muito certo. Foi a primeira vez que fizemos e recebemos 36 inscrições. Quinze estátuas foram selecionadas. Acho que no ano que vem teremos ainda mais participações'', prevê o diretor geral do FTC Victor Aronis.
Ele revela que só a mostra das estátuas reuniu cerca de 50 mil espectadores. ''Nós contabilizamos isso de várias maneiras, uma delas com o valor arrecadado. Cada estátua arrecadou aproximadamente R$ 150,00 por dia'', conta. Na opinião de Aronis, a mostra foi um acerto da edição do FTC e ele aponta justamente essas mudanças e adesões de eventos como a principal características do festival. O diretor do FTC faz um balanço positivo desta 16 edição, prevendo mais novidades para 2008. ''Todos os anos aumenta o número de espetáculos e opções. Em maio, estaremos recebendo os projetos para o próximo Festival, que novamente deve inovar'', avisa.
Este ano, a principal reclamação do evento nem girou tanto em torno da qualidade da mostra Fringe, a mostra paralela por exemplo, e o inchaço da programação. O que foi motivo de protesto dos jornalistas que cobriram o evento no ano passado. Como Aronis havia adiantado e continua afirmando, não existe intenção da organização de mudar o formato da mostra, mas algumas alterações na estrutura do FTC estão sendo pensadas.
A curadoria, por exemplo, vai mudar para o próximo ano, além do formato das oficinas (ou mesmo a oferta delas). Este ano, uma oficina foi cancelada, o que gerou protestos de quem já havia feito inscrição e até mesmo a possibilidade de processar a organização do evento foi levantada. ''Estão no direito deles'', justificou Aronis explicando que a oficina ''Bufão'', que seria ministrada por Pancho Capelletti não aconteceu porque o professor uruguaio não veio ao Brasil.
Uma questão que foi levantada pelos participantes, público e crítica especializada como um problemas dessa edição não tem necessariamente ligação com a organização do FTC: o calor e a falta de estrutura dos espaços para receber as pessoas em um clima tão quente. ''Foi uma situação atípica'', delcarou Aronis. A próxima edição do FTC está prevista para o período entre 20 e 30 de março de 2008, mas a partir de maio, a organização já começa a receber projetos para o próximo ano.

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