Diretor deixa Museu Padre Carlos Weiss
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quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Francismar Lemes<br> Reportagem Local 
O diretor do Museu Histórico Padre Carlos Weiss, professor William Reis Meirelles, deixou o cargo esta semana. A nova diretoria deve ser discutida
pelo Departamento de História e Centro de Ciências Humanas (CCH) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Até a escolha do substituto, o órgão suplementar da instituição de ensino superior será administrado interinamente pela professora do Centro de Educação Física e Esportes (CEFE), Débora Beatriz Martins, que ocupava a função de asssessora de gabinete da vice-reitoria.
A mudança trouxe a Londrina a museóloga Maria Cristina Oliveira Bruno, da Universidade de São Paulo (USP), que participou da criação do Museu da Língua Portuguesa, na capital paulista, e em Londrina colaborou com o projeto ''Memória Viva'' de revitalização do próprio museu. A museóloga é uma das convidadas pela vice-reitoria da universidade, responsável pelos órgãos suplementares, para discutir uma política para o Carlos Weiss.
O vice-reitor, César Caggiano dos Santos, ressaltou que a substituição vem sendo discutida há algum tempo e obedece critérios administrativos. ''Os motivos levam em consideração o relacionamento com a Sociedade Amigos do Museu e questões internas do museu em relação aos servidores. Vamos viabilizar uma política para o museu e a doutora Maria Cristina Bruno é uma das convidadas para discutir com o nosso pessoal'', afirmou Caggiano, que está em Curitiba.
Ele ocupa o cargo de reitor interino, já que o reitor Wilmar Marçal está em viagem à Alemanha. A definição sobre o substituto de Meirelles deve sair depois do dia 21, quando reitor e vice devem tomar uma decisão, apesar do cargo ser de indicação da vice-reitoria.
Ontem pela manhã, Maria Cristina Bruno se reuniu com Débora e os funcionários do Carlos Weiss e, à tarde, com a diretoria da Sociedade Amigos do Museu (SAM) para discutir a possibilidade de retomar o projeto ''Memória Viva'', que orientou a revitalização do museu.
Além desses dois encontros, a museóloga se reuniu com representantes da Sociedade Rural do Paraná, que está criando um museu para preservar a memória da entidade. ''Estou em Londrina para um seminário no Museu Histórico, já que participei do projeto de revitalização. Creio que o 'Memória Viva' possa ser retomado, mas ainda estamos nas primeiras reuniões'', afirmou.
Maria Cristina e a museóloga Kátia Felipini, de São Paulo, que também está em Londrina, estão trabalhando na organização do Museu da Sociedade Rural do Paraná, contando com a colaboração de funcionários da entidade e voluntários.
''São as primeiras etapas da implantação desse museu, que já tem até uma exposição sendo pensada e preparada'', acrescentou Maria Cristina.


