Abre hoje, em Curitiba, a exposição ‘‘Arqueoastronomia Brasileira’’ em que o astronômo Germano Afonso faz interpretações de desenhos rupestres
DivulgaçãoUma das obras expostas: efeito conseguido através de fotografias de inscrições pré-históricas processadas em computadorA Arqueoastronomia estuda os conhecimentos deixados pelos grupo pré-históricos e por povos antigos, a partir de evidências encontradas nas pinturas rupestres e em construções feitas com blocos rochosos. A exposição ‘‘Arqueoastronomia Brasileira’’, que estava prevista para iniciar no último dia 31 de março, foi adiada para hoje, às 20 horas, na sede da Fundação Cultural de Curitiba.
A mostra é o resultado dos estudos feitos pelo doutor em Astronomia, Germano Afonso, num trabalho de interpretação das pinturas e dos marcos de pedra encontrados em sítios arqueológicos brasileiros e a sua relação com o Sol e outras estrelas.
Essas interpretações levam a perceber, por exemplo. que o homem pré-histórico brasileiro tinha seu calendário e conhecia as estações do ano. Doutor em Astronomia pela Universidade de Paris, Germano Afonso estuda o assunto desde 1991. Suas pesquisas foram feitas no Paraná e na Bahia, principalmente. Inscrições com supostas conotações astronômicas, como a representação do Sol, da Lua, das estrelas, cometas e meteoros, foram encontradas muma região hoje submersa, próxima à barragem de Salto Caxias, no Paraná.
As fotografias tiradas das inscrições pré-históricas são processadas em computador, para realçar as imagens e facilitar a formulação de hipóteses científicas.
• Exposição ‘‘Arqueoastronomia Brasileira’’, a partir de hoje, às 20h, até o dia 30 de abril, na sede da Fundação Cultural de Curitiba (Praça Garibaldi, 7). De segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas; e domingos das 9 às 13h30. Entrada franca.

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