O Ballet de Londrina leva o espetáculo ‘‘2 e Nada Mais’’ a Cuba onde participa do evento ‘‘Dias de La Danza’’O Ballet de Câmara da Cidade de Londrina vai começar a turnê 98 - sua quinta, desde a criação do grupo - em Cuba, para onde embarca hoje. A companhia foi convidada a participar, como representante do Brasil, no evento ‘‘Dias de La Danza’’, promovido pelo Conselho Cubano de Cultura, em comemoração ao Cinquentenário do Ballet Nacional de Cuba, dirigido pela bailarina Alícia Alonzo.
Segundo o diretor do Ballet de Londrina, Leonardo Vítor Ramos, a data é importantíssima para a dança mundial já que o Ballet de Cuba gerou uma das três escolas de dança reconhecidas mundialmente. ‘‘Estarão presentes representantes da dança do mundo inteiro, fazendo desde apresentações completas - como é o nosso caso - até participações especiais’’ - conta. O grupo londrinense tem programadas três apresentações do espetáculo ‘‘2 e Nada Mais’’, duas em Havana e uma em Matanzas.
Esta é segunda vez, em seis meses, que o Ballet de Londrina se apresenta naquele país. ‘‘Isso representa um estreitamento de relações muito grande, principalmente porque fazemos um balé com linguagem contemporânea, mas que se encaixa muito bem com o tipo de dança clássica que eles fazem. Nós temos, inclusive, convite para voltar a Cuba em novembro. Não sei se vai dar para ir porque temos algumas outras coisas mais ou menos acertadas’’ - conta.
De Cuba, o Ballet segue direto para Fortaleza onde inicia a turnê em território nacional. A companhia vai passar por 11 cidades em cinco estados: Fortaleza, Sobral e Juazeiro (CE); Mossoró, Macau e Natal (RN); Campina Grande e João Pessoa (PB); Recife e Bezerro (PE); e Maceió (AL). Tirando as capitais, em todas as cidades do interior foram contratados para fazer apresentações com casa aberta. ‘‘No dia 31 de maio, nos apresentamos em Cornélio Procópio. A Secretária de Estado da Cultura, Lúcia Camargo, já nos garantiu apoio para esta apresentação’’ - diz.
A primeira fase da turnê 98 será encerrada em junho com espetáculos no Sesc-Ipiranga, em São Paulo. Na segunda fase, estão programados espetáculos em Londrina, Rio de Janeiro, várias cidades mineiras, Peru e, provavelmente, em sete cidades do norte do País.
Para Leonardo Ramos, esta primeira fase da turnê representa o desdobramento do processo de trabalho que o grupo vem desenvolvendo ao longo dos anos. ‘‘Em algumas das cidades do Nordeste, nos apresentamos há cinco anos, em outras há quatro. O pessoal liga cobrando a inclusão da cidade no roteiro’’ - diz. Mas para variar, o grupo viaja com o dinheiro contado. ‘‘Nós esperávamos ter um pouco de folga porque conseguimos alguns pequenos patrocínios, como o da Vega Ambiental e a TIL (Transportes Coletivos Ltda) fixos, além de investidores pela Lei Municipal de Incentivos à Cultura mas tivemos gastos extras com o espetáculo, que ficou mais caro do que prevíamos’’ - lamenta.

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