São Paulo - Alexandre Zubaran está na presidência do empreendimento desde fevereiro deste ano antes ocupava a diretoria de Marketing e nos primeiros meses de gestão já conseguiu reverter resultados negativos. Ele rejeita contudo o título de salvador da pátria. ''Só estamos monitorando melhor o trabalho de comunicação'', justificou.
O executivo argumenta que havia uma opinião geral na época do lançamento de que era só abrir as portas que o empreendimento lotaria, mas isto não acontece em nenhum lugar no mundo. Um resort não leva menos que 15 anos para se consolidar e Sauípe pode até bater recorde neste sentido, mas o julgamento do mercado tem sido rigoroso. ''Estamos no ciclo natural de qualquer produto.''
Ele admite que a empresa pode ter falhado em não se defender mais claramente da acusação de ser artigo de luxo e não reforçar a mensagem de que um empreendimento deste porte não daria lucro nos primeiro anos de operação, trabalho que está tentando fazer agora. ''Não tenho feito outra coisa a não ser falar que Sauípe não é um fracasso'', afirmou. Várias iniciativas na área de responsabilidade social estão ajudando a mudar esta imagem, assegurou ele. Zubaran acrescenta que Sauípe nasceu em um dos piores períodos para o turismo mundial, com atentado, guerras, elevação do dólar, e a performance do projeto pode até ser surpreendente se considerado este cenário. (M.F.)

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