André Pellenz conta com uma vantagem que, assume, faz toda a diferença na hora de lidar com crianças no trabalho. O diretor estudou nos Estados Unidos técnicas específicas para desempenhar essa função. E garante ter absorvido conhecimentos que o fizeram estar apto e, ao mesmo tempo, o impulsionaram a investir nesse segmento - mesmo sabendo que, atualmente, não é tão explorado comercialmente no Brasil. "Não adianta tratá-las como cachorrinhos porque elas estão trabalhando também. E têm consciência disso, pelo menos as que estão comigo", explica ele, que tem como protagonistas do seriado "DPA" os atores Caio Manhente, Cauê Campos e Letícia Pedro.
Mas Pellenz também lembra que um detalhe é fundamental para garantir o controle do estúdio. "Um ator adulto pode ter inseguranças com o diretor e, ainda assim, desenvolver defesas. Mas a criança, não. Ela precisa confiar. Tenho de ser um braço firme para servir de apoio, direcionar mesmo", afirma.
Do alto de seus 81 anos, Reynaldo Boury assume que "Carrossel" foi a grande escola de sua equipe para desenvolver os trabalhos em "Chiquititas". E reconhece que, por não ter ideia de como isso funcionava antes, desta vez pode tentar trilhar um caminho ainda mais proveitoso para o novo projeto. Como, por exemplo, na parte musical. Boury já trabalha com uma meta de, apesar das restrições de horários de gravações, contar com dezenas de clipes musicais na trama.
Ainda assim, um outro desejo da equipe pode ser bem complicado de ser colocado em prática. "O ritmo de gravações que temos não permite apresentações em casas de shows. A gente sabe que o público gostaria de ver, mas existem limitações que dificultam", lamenta. (M.M.)

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