São Paulo - A Terra está no ano de 2154, sem fronteiras, superpopulada e arruinada. Os ricos encontraram um lugar melhor para viver: "Elysium", uma estação espacial luxuosa, que dá nome ao longa do cineasta americano Neill Blomkamp - diretor do aclamado "Distrito 9" (2009). O filme estreia hoje.
A produção marca a estreia de Wagner Moura em Hollywood, ao lado da também brasileira Alice Braga, já experiente no cinema internacional. Seu personagem é Spider, e ele trabalha como coiote - pessoa que leva imigrantes ilegais através das fronteiras. Sua função é transportar os excluídos até Elysium, normalmente doentes à beira da morte, que contam com a cura vinda de tecnologias disponíveis apenas na estação espacial. "O filme destaca questões importantes, como as diferenças sociais, muito conhecida por nós brasileiros, e a imigração ilegal", diz Moura.
Já Alice Braga é Frey, amiga de infância de Max, papel do americano Matt Damon. Ele corre risco de vida e planeja invadir Elysium. Ela também vê na estação sua única esperança de salvar a filha, que está à beira da morte.
Para chegarem lá, os dois contam com os recursos e as más intenções de Spider. O personagem aproveita o desespero de Max para propor uma missão. Em troca de sua entrada em Elysium, ele terá de roubar a conta bancária de um empresário corrupto.
Para atravessar a fronteira, eles ainda enfrentam um outro inimigo, a secretária de defesa Delacourt (Jodie Foster), implacável contra aqueles que tentam invadir seu território.
Alice Braga passa a história correndo com uma criança no colo. "Ainda bem que eu estava malhando", brinca. Para o filme, Alice teve que colocar em prática a sua experiência em filmes de ação. Ela já esteve em outras produções desse tipo, como "Eu Sou a Lenda" (2007). "O mais engraçado é que a gente tem sempre de estar ofegante quando a câmera liga."

Outra língua
Wagner Moura, que chamou a atenção de agentes internacionais pelo sucesso de "Tropa de Elite" (2007), interpreta em inglês pela primeira vez. "É muito mais difícil atuar em outra língua. Eu domino o inglês, mas não a pronúncia correta das palavras. Tive que contar com a ajuda da Alice Braga, que está mais acostumada com isso."
Ele brinca que a única diferença entre filmar em Hollywood e no Brasil é o orçamento do filme. "Eu já participei de pequenas produções estrangeiras. O que muda lá é que tem muita grana envolvida, afetando o tamanho da equipe e a comida, que era muito boa", brinca o ator, que chegou a ser internado durante as filmagens por causa de uma crise de pneumonia.
Para compor o seu personagem, Moura recebeu apenas o roteiro e uma pequena descrição de que Spider teria um problema na perna. "Eles me deram uma prótese e pediram para eu andar normal, mas eu insisti em ter uma bengala, porque já tinha treinado um personagem manco", brinca. O diretor também não definiu a nacionalidade de Spider. "Para mim, ele é brasileiro. Pedi para tatuarem uma bandeira do Brasil no meu braço, mas ela nem ficou visível no filme. O Matt Damon até confundiu o desenho com um hambúrguer", diz o ator.

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