Ele detesta o Carnaval e discorda de que a festa do Momo seja um evento nacional. ‘‘É a TV que impõe isso. A festa é regional, não tem nada a ver com o Sul do Brasil’’, afirma. Em sua opinião, a constituição européia dos curitibanos contrasta com o Carnaval. Ele diz que seria o mesmo que tentar transformar a Congada, a Oktoberfest ou as danças folclóricas em comemorações nacionais. ‘‘O curitibano é desajeitado para sambar, não tem ginga’’, critica.
Forçar a existência do Carnaval em Curitiba é uma controvérsia cultural, segundo ele. Por isso, Chain sugere que as pessoas aproveitem o feriado para fazer pequenas viagens, para o campo, por exemplo, onde possam aproveitar mais a natureza, pescar e passear. ‘‘Esse seria um modo pacato do paranaense aproveitar o Carnaval’’.
Outra sugestão dele é a redescoberta da leitura. Os quatro dias seriam uma ótima oportunidade para colocar os livros em dia. Dormir bastante, cozinhar com tranquilidade e comer melhor também estão entre suas dicas. Chain sugere que as pessoas aproveitem o esvaziamento da cidade para caminhar mais, descobrindo novos bairros.

Arquivo FolhaO escritor Cristóvão Tezza já desfilou em Antonina, mas agora curte a cidade vaziaCRISTÓVÃO TEZZA

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