Dicas para ficar bem na fila
São Paulo - Se existe uma regra de ouro para quem não pretende descer do salto durante uma viagem, é esta: nunca fazer comparações. Entre tantas cidades, países e hábitos culturais, sai perdendo quem tenta estabelecer rankings, fica preso aos seus próprios padrões e não faz esforços verdadeiros para se adaptar ao destino escolhido. ''Quem cultiva preconceitos acaba por demonstrá-los em algum momento'', diz Esther Proença Soares, consultora de etiqueta social e marketing pessoal e autora do livro ''A Mesa, Arranjo e Etiqueta''.
É fundamental estar aberto ao novo. Dificilmente o turista encontrará, no destino, cópias fiéis do seu modo de vida. Assim, é indispensável respeitar o ritmo e as regras de cada local.
Filas da discórdia
Mostrar impaciência em filas, por exemplo, é uma atitude em geral grosseira e desrespeitosa. Se tiver de esperar para entrar em um museu, aproveite para ler o material de divulgação ou para conhecer pessoas. ''Uma boa idéia é sempre ter um livro na bolsa. Um guia de viagens é um ótimo companheiro'', afirma Esther.
Filas são quase um campo de batalha. A família que coloca um de seus integrantes para ''guardar lugar'' - para depois encaixar mais cinco ou seis pessoas naquela posição, passando à frente de todos os outros - é figura constante e detestada em parques de diversão. Outro típico mala-sem-alça é quem tenta furar a fila com um motivo importantíssimo - para ele, é claro.
Dentro de um museu ou galeria, você até pode acompanhar discretamente um grupo para ''pescar'' as explicações do guia. Mas se não é da turma, não faça comentários, muito menos em voz alta, nem tente interferir ou corrigir uma informação que julgar incorreta. E nunca, mas nunca mesmo, ceda à tentação de tocar nos objetos expostos. Aliás, a mesma recomendação vale para livrarias: antes de começar a folhear livros e revistas, descubra se o estabelecimento não vê problemas nisso.
Outros toques
Sempre pesquise se os lugares cobram entrada e, se for uma área de proteção ambiental, se tem espaço para piqueniques ou permite que os frequentadores levem lanches. Paquerar quem já está acompanhado é outra grave deselegância. Em boa parte dos países muçulmanos, fotografar a mulher sem permissão do marido pode resultar até em confusão.
E nunca é demais lembrar que política, religião e sexo são assuntos polêmicos em qualquer lugar. Evitá-los a todo custo previne grandes saias-justas. Pensando bem, com tantas coisas novas para desfrutar durante toda a viagem, há vários outros tópicos para discutir ao conversar com moradores do local que estiver visitando.
Por fim, precisa dizer que jogar lixo na praia ou em áreas de preservação ambiental (ou em qualquer outro lugar que não a lixeira) é sintoma de falta de educação incurável e grosseria inadmissível? (M.N./Agência Estado)





