DIÁLOGO CONTEMPORÂNEO
Jardim Suspenso, mostra de artes plásticas com artistas de vários locais do País. Abertura hoje, às 20 horas, no Museu de Arte Contemporânea, Rua Desembargador Westphalen, 16, telefone (41) 222-5172. Em cartaz até 26 de março, de terça a sexta-feira das 10h às 19h, sábados e domingos das 10h às 16h.A mostra Jardim Suspenso, que abre hoje em Curitiba, reúne artistas de todo o País que trabalham com técnicas diversificadas
José SuassunaObra de César Maurício integra a mostra Jardim Suspenso: acrílica sobre lonaJosé SuassunaObra de Denise Santiago, sem título: ecoline, grafite e nanquimJosé SuassunaAbandono, obra de Néle Azevedo: ferro fundido sobre madeiraDe CuritibaUm grupo de 12 artistas plásticos de várias partes do País, abre esta noite no Museu de Arte Contemporânea, em Curitiba, a coletiva Jardim Suspenso, cuja principal característica é o diálogo que existe entre as diversas técnicas, tradicionais ou não, dentro da ótica contemporânea. A exposição permanece aberta até o dia 26 de março.
Esse grupo que está no MAC Adriana Leão (MG), Alex Cabral (PR), Debora Santiago (PR), César Maurício (MG), Fernando Cardoso (MG), Leya Brander (SP), Marta Neves (MG), Mônica Rubinho (SP), Néle Azevedo (MG), Paulo Mattar (RJ), Patrícia Franco (SP) e o organizador Sidney Philocreon (PA) é apenas a parte de um todo muito mais numeroso. Ou seja, eles pertencem ao Projeto de Intercâmbio Cultural Linha Imaginária, que engloba 90 artistas.
O grupo funciona como uma cooperativa, que prepara exposições para os museus de todo o Brasil. Criado em 1997 com a participação de oito artistas, no ano seguinte já contava com 60 integrantes. Fechou 1999 com 90. Neste período visitou (e revisitou) 19 capitais. Curitiba, por exemplo, é a segunda vez que recebe a Linha Imaginária.
Sidney Philocreon, responsável pelo trabalho, afirma que uma das características deste projeto é não tentar fazer arte para iniciados. Ele reconhece que há uma porção de romantismo neste aspecto de levar a criação ao encontro de estudantes e do público em geral.
As exposições acontecem, preferencialmente, em museus. Esta é também uma atitude política existe a intenção de restabelecer o papel do museu como pólo cultural, afastando a imagem de ares arqueológicos que eles passaram a ter. A contemporaneidade tem que invadir os espaços.
Quanto aos trabalhos expostos e que serão comercializados, com os preços variando de R$ 300,00 a R$ 5 mil a predominância se dá entre o desenho, nas suas múltiplas possibilidades, com a fotografia não convencional. Seja ela sob a lente da crítica social ou buscando valores do passado, com seus medos e anseios, traduzidos na religiosidade.





