A melhor forma de direcionar bem a vida de um superdotado é fazer o diagnóstico correto de suas habilidades. ''As universidades não acolhem esse tipo de trabalho porque é difícil de diagnosticar com precisão. Não existe capacidade geral única pra tudo. Não existe capacidade intelectual uniforme. Infelizmente, o diagnóstico fica centrado no QI (Quociente de Inteligência), desconsiderando as habilidades que os testes não detectam'', afirma a professora de psicologia Elizabeth Carvalho da Veiga.
Atualmente, o projeto do Núcleo em Prática da Psicologia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná atende entre 25 e 30 jovens. ''O projeto está chamando os superdotados desde 2006. O objetivo é canalizar as ações para agrupá-los na iniciação científica. Usamos um método centrado na modularidade da mente, analisando cada área dotada de superdotação nas oito competências comprovadas cientificamente, não fazendo um diagnóstico generalizado'', explica a professora.
As escolas identificam os alunos superdotados e enviam ao núcleo. Ao chegar, os jovens passam por exames mais específicos. ''Os teste que usamos é uma somatória de indicadores, como genética, precocidade, testes de QI e outras provas, que possam identificam como ele se expressa. Eles podem se destacar em mais de uma área, com uma combinação de inteligências'', diz a diretora Mari Ângela Calderari.
Não há uma forma 100% precisa de diagnosticar um superdotado, no entanto, alguns detalhes são comuns a todos que possuem vantagens intelctuais: curiosidade em relação a aprender; auto-alfabetização; conhecimento diferente dos colegas; sede pelo conhecimento e ligação genética com outro superdotado. ''O mais importante é lembrar que ninguém transforma alguém em superdotado. Isso é inato, já nasce com a pessoa'', diz Elizabeth.
Para entrar no Programa de Avaliação para Superdotados da PUC-PR, é preciso ter uma indicação de superdotação, por escrito, da escola ou de um especialista em educação especial. Mais informações pelo telefone (41) 3271-1663. (C.Y.)

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