12 de junho é o Dia dos Namorados e me lembrei que, às vezes, as mulheres me pedem "conselhos" como se eu fosse consultora sentimental. Está certo que me arrisco a fazer uns poemas de amor. E me arrisquei em alguns amores também.

Mas daí a "entender" de amor é outra coisa. Amor não se entende muitas vezes, vive-se. Não há certo ou errado porque só uma coisa é segura: o amor próprio.

Na maioria das vezes são mulheres que me "consultam" sobre o que fazer com namorados fugidios, romances incertos, amores de vida dupla. E o que já é complicado, piora. Mas no "confessionário dos conselheiros" isso é o que mais tem.

Como explicar que o amor é como o pássaro citado na opera "Carmen", de Bizet? Lá pelas tantas, na "Habanera", uma das árias mais famosas, dizem que "o amor é um pássaro rebelde/ que ninguém consegue domar."

Há também comparações populares engraçadas, mais ou menos assim: "o amor é como um gato, se você chama não vem, se você não chama, ele pula no seu colo "

E quantos gatos espantamos na vida. Por excesso de zelo, por excesso de "vem", por excesso de "meu bem" ou de carência. Demoramos anos, se não décadas, para compreender como funciona.... o gato.

Pelos padrões, não sou a pessoa mais indicada para dar conselhos sobre relacionamentos. Dois casamentos desfeitos, se bem que duraram anos, não são exatamente um exemplo para criar fama de "conselheira sentimental".

Mas as meninas querem saber. Então digo, como conselheira meio fora da curva, aquilo que o poetinha já disse sobre o amor: "que seja infinito enquanto dure."

E, neste quesito, creio que me saí bem. Um casamento durou 10 anos, outro 15, e são bons parâmetros de relacionamentos duradouros nos dias de hoje. Não correspondem àquele "até que a morte os separe", mas têm a ver com "enquanto a vida nos junte."

Os tempos mudaram e os padrões também!

Importante é saber encarar tudo com mais leveza: no começo e no fim.

O que não posso é reforçar nas mulheres aquele "complexo de Cinderela" nem a falta de amor próprio para que fiquem forçando o "gato" a pular nos seus colos, quando eles querem andar nos muros. A idealização do amor quase sempre acaba em desastre e se tornar inconveniente é a antítese do amor próprio.

Amar-se é o primeiro passo para ser feliz. O restante é construção, consequência e, às vezes, um bocadinho de inconsequência para, pelo menos, provar também o veneno do amor.

Isso significa ganhar experiência ou acatar a frase: "você que lute", porque também faz parte do jogo. Só não vale se desmerecer porque isso não é amor.

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