No cinema, nos sonhos ou na vida real, escancarado ao sol do meio-dia, o amor sempre será nosso objeto de desejo. E não se trata aqui de ter ou não ter uma pessoa. Trata-se da capacidade e da coragem de amar, condição que flutua acima da vida ordinária ou dos perrengues do cotidiano, até mesmo quando dói.

O Dia dos Namorados, muito além de uma data comercial, talvez seja a data que nos mostra o quanto ainda somos capazes de nos deixar levar pelo amor. O sentimento idealizado em filmes, livros ou em nosso pensamento romântico, existe muito além dos rótulos, e não importa quantas camadas de lírios ou de delírios isso representa.

Quando ele bate, não há quem resista e vem aquela vontade de se arriscar como um trapezista, sem redes de proteção. Quem não quiser voar por aí, acima dos boletos e dos cartões de ponto, que atire a primeira pedra

O Dia dos Namorados deve ser celebrado como a data dos amores vividos e dos amores interrompidos. Não importa se vivemos um amor por meses ou durante anos que nos deram tempo até de formar família. Filhos também são uma prova de que o amor existiu, por décadas ou por instantes. E para que cobrir isso de mágoas?

O que o amor requer é leveza, mesmo quando já passou ou...o vento levou, o que importa mesmo é caminhar sem ressentimentos. As brigas, conflitos ou desentendimentos são apenas uma parte do amor quando ele se vai.

Fiquemos com a melhor parte: a construção delicada que acontece até que a união, talvez, se dissipe como bolha de sabão para levar a esperança a outro lugar e, quem sabe, a outro amor, mesmo quando ele se veste de fragilidades.

Existem ainda os amores sólidos, desses que resistem por décadas de sinceridade, uma entrega que não se rompe em dias difíceis nem diante de desafios complexos. Esse é o amor dos determinados. Não duvido que exista, embora faça parte do time do amor dos apaixonados, uma condição volátil, mais efêmera, dos que vivem o amor para ...fazer poemas.

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