Dezenas de vozes para cantar VILLA-LOBOS
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sexta-feira, 06 de julho de 2007
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
Um tributo a Heitor Villa-Lobos (1887-1959) marca, hoje e amanhã, a abertura oficial do 27º Festival de Música de Londrina. Dois concertos celebram o aniversário de 120 anos do artista, cuja reputação de maior compositor brasileiro de todos os tempos nunca lhe garantiu audiência popular, fenômeno que poderia se estender a todo o universo erudito nacional.
A homenagem será levada ao palco do Teatro Ouro Verde, às 20h30, pela Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina (OSUEL), sob regência do maestro Henrique Vieira. As duas noites contarão com a presença dos solistas Marco Antonio de Almeida (piano) e Mirna Rubim (canto), além de participação especial de cinco coros da cidade.
Trechos das famosas ''Bachianas Brasileiras'', peças escritas nos anos 30 e 40 para diversas formações instrumentais, serão executados ao longo do programa. A obra foi composta em homenagem ao compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), a quem Villa-Lobos chamava de ''o missionário da música''.
Já na abertura, a OSUEL interpretará o prelúdio da ''Bachiana nº 4''. ''Vamos executar apenas o primeiro de quatro movimentos. É uma composição só para cordas'', diz o maestro Henrique Vieira. Em seguida, os músicos recebem o pianista (e diretor artístico do festival) Marco Antonio de Almeida para apresentar a íntegra da ''Bachiana nº 3'', que traz quatro movimentos - Prelúdio (Ponteio), Fantasia (Devaneio), Ária (Modinha) e Toccata (Picapau).
A suíte ''Floresta do Amazonas'' vem na sequência. ''Escolhemos excertos dessa obra, que é longa'', avisa o maestro. A execução da peça terá participação dos coros e da soprano carioca Mirna Rubim, que aliás irá gravar este ano a obra integral em CD e DVD com a Orquestra Petrobras Sinfônica sob a regência do maestro Isaac Karabitchevsky.
Fechando o programa, a OSUEL interpretará a peça ''Invocação à defesa da Pátria'', cuja letra e melodia revelam a quantas andava o ufanismo do autor em 1943. ''A escolha do repertório abrange várias fases do compositor, desde o nacionalismo até o modernismo vanguardista passando pelas influências do choro. Acredito que será um bom programa para o público '', salienta Vieira.
Além dos músicos da orquestra e dos dois solistas, os concertos reunirão dezenas de vozes no palco oriundas dos coros Classe de Canto Coral do Curso de Licenciatura em Música da Universidade Estadual de Londrina (sob regência de Heloisa de Castelo Branco); Coro do Campus, Coro de Câmara e Coro Adulto da UEL (regência de Denis Camargo); e o Coro Feminino da Associação Cultural e Esportiva de Londrina/ACEL (regência de Carla Nishimura).


