A bela paisagem que se revela durante o passeio de trem entre Curitiba e Paranaguá só é interrompida pela falta de preservação da maioria das estações ferroviárias do trajeto. São 14 estações, segundo a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPR). Apenas quatro delas passam por manutenção periódicas. ‘‘As outras estão em vias de acabar’’, revela o diretor administrativo da regional paranaense da ABPR, Carlos Dias Correia Augusto.
Augusto comenta que faltam iniciativas, tanto governamentais quando privadas para reformar e manter as estações ferroviárias. A situação, segundo ele, ameaça a história do Estado. As estações mais importantes do trajeto entre Curitiba e a cidade portuária são a de Pinhais, Piraquara, Roça Nova, Banhados, Véu da Noiva, Marumbi, Porto de Cima, Engenheiro Lange, Morretes, Saquarema, Alexandra e Paranaguá. Essa última foi reformada recentemente, por meio de iniciataiva da Serra Verde Express.
Empresas privadas também contribuíram para a restauração da estação de Morretes, Piraquara e Roça Nova. Na Estação do Véu da Noiva, a ABPR está desenvolvendo um projeto para desenvolver um Centro de Estudos e Pesquisas Ecológicas no local. Para isso, pretende realizar uma parceria com uma universidade. O nome da instituição, no entanto, ainda não foi revelado.
As parcerias são apontadas por Augusto como o caminho para preservar as estações ferroviárias e evitar que elas se deteriorem definitamente. Ele exemplifica com o projeto de transformar a Estação Ferroviária de Paranaguá em um centro comercial. Mas o importante, salienta Augusto, não é apenas reformar, mas garantir a preservação do patrimônio histórico do Estado.

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