Visto por modestas 50 mil pessoas e já bastante premiado pelos festivais e mostras do Brasil, ''É Proibido Fumar'', de Anna Muylaert, foi o maior vitorioso do 9º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. A cerimônia de gala realizada na noite de terça-feira, no Teatro João Caetano, no Rio, e exibida ao vivo pelo Canal Brasil. O filme levou cinco troféus - melhor longa de ficção, direção, roteiro original, montagem e trilha sonora -, batendo concorrentes bem mais fortes na bilheteria, como ''Se Eu Fosse Você 2'', ''Divã'' e ''A Mulher Invisível'', que, juntos, tiveram mais de 10 milhões de espectadores.
Ao subir ao palco para receber seus prêmios, Anna Muylaert parecia não acreditar no que ouvira. ''Eu realmente não esperava. Vim achando que meu filme estava apenas fazendo figuração''.
Daniel Filho ficou com o troféu de melhor filme no voto popular, em votação pela internet, para ''Se Eu Fosse Você 2''.
Tony Ramos ganhou como melhor ator, por seu impagável Cláudio/Helena na comédia de Daniel. Em seu discurso, lembrou que está com 46 anos de carreira. ''Eu não faço parte do cotidiano da turma de cinema, mas também não faço parte de turma nenhuma. Sou um ator brasileiro, de teatro, TV e cinema.'' Lilia Cabral, outra que costuma ser premiada por suas personagens de novela, emocionou-se ao ganhar por ''Divã''. ''Acho que agora eu posso dizer que faço cinema!''
Alice Gonzaga, diretora da Cinédia, produtora fundada em 1930 por seu pai, Adhemar Gonzaga, também foi homenageada, por seu trabalho pela preservação de filmes brasileiros clássicos.
O prêmio é realizado pela Academia Brasileira de Cinema, entidade criada em 2002. As escolhas são feitas por seus membros: cineastas, produtores e atores, como no Oscar.

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