Um grupo de sete pessoas toca pagode no Parque Barigui há cerca de quatro anos. Todos são profissionais liberais e garantem que vão ao parque apenas para se divertir. ‘‘Nos reunimos num espaço de pista de corrida entre as duas lanchonetes. As pessoas que gostam vêm dançar e cantar com a gente’’, diz o bancário e vocalista do grupo Edson Lima ‘‘o Bigode’’.
Para o dono da Lanchonete do Parque Alduir Dartora, nunca ninguém havia reclamado antes do grupo de pagode. ‘‘É claro que eles atraem muita gente. Mas o pessoal vem só para se divertir. O som começa por volta das 16 horas e às 20h30 já está tudo acabado.’’ Ele foi notificado pela secretaria do Meio Ambiente.
Enfatizando que não incomoda ninguém, o grupo afirma que não usa qualquer tipo de equipamento a não ser os instrumentos como repique, surdo, timba e pandeiro. ‘‘Ficamos tocando onde o povo está. As pessoas que vêm ao parque gostam da nossa música. Imaginamos que os moradores, do outro lado do lago, fiquem incomodados com os carros que ligam o som muito alto mas a proibição estendeu-se a nós’’, conta Reginaldo Felice, vendedor e músico aos domingos no parque.
‘‘Esse som dos carros é palha’’, reconhece o estudante e frequentador do Barigui, Daniel Contini. Ele e os amigos Eduardo Rossi e Jorge Kubrusly vão sempre ao parque e divergem na opinião do que deve ou não ser permitido. ‘‘Eu acho que, se as pessoas estão no parque para se divertir, podem ouvir o que quizerem’’, opina Jorge.
‘‘Mas a lei é para todos. Se não pode música ao vivo então também os carros não deveriam colocar o som muito alto. Cada um deveria ouvir a música que gosta e não a dos vizinhos’’, analisa Eduardo.
O parque tem a função de possibilitar um local de paz e sossego, sem o ruido urbano. ‘‘Isso não estava acontecendo. Ninguém é contra a música, mas a situação estava ganhando proporções incontroláveis. Tinhamos de tomar providências e temos as leis para sustentar a iniciativa’’, argumenta o secretário do Meio Ambiente Sérgio Tocchio. Ele reforça que num parque onde se reúnem mais de 25 mil pessoas num mesmo dia, não pode faltar controle. (E.M.C.)

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