"Vou falar sobre um disco que o jazzista americano Gary Burton gravou apenas com solos de vibrafone", antecipa Marcelo Casagrande
"Vou falar sobre um disco que o jazzista americano Gary Burton gravou apenas com solos de vibrafone", antecipa Marcelo Casagrande | Foto: Alexandre Figueiredo/Divulgação

Instrumento criado nos Estados Unidos no início do século 20, o vibrafone ganhou pouca popularidade em comparação com outros instrumentos de percussão. Apesar disso, conquistou a simpatia de grandes lendas do jazz norte-americano e acabou se expandindo para outros gêneros musicais. Essas e outras peculiaridades serão abordadas pelo músico londrinense Marcello Casagrande na edição do projeto Café com Quê que tem como tema “Vibrafone Solo – Histórias e Desafios”. Promovido pelo Sesc Cadeião Cultural, o evento acontece nesta quinta-feira (1), às 19h30.

“Vou falar sobre o contexto histórico no qual o vibrafone foi criado, como é a estrutura dele e citar alguns instrumentistas que se tornaram referência no mundo todo tocando vibrafone”, afirma Marcelo Casagrande ao informar que no final do bate-papo executará um mini-recital ao vivo para público, dando demonstrações práticas dos usos do vibrafone.

Ele explica que o primeiro vibrafone foi fabricado nos Estados Unidos em 1916. “De lá para cá, o instrumento foi aprimorado, mas sua estrutura básica foi mantida”, afirma ao destacar que embora seja da família dos instrumentos percussivos, o vibrafone possui teclas de metal, ao contrário da marimba e do xilofone, que têm teclas de madeira. “Outro diferencial é que o vibrafone conta com um pedal parecido com o de um piano que permite controlar a ressonância das notas que são emitidas”, esclarece.

Casagrande acredita que a baixa popularidade do vibrafone se deve ao fato de as pessoas confundirem sua sonoridade com a de outros instrumentos. “Todo mundo já deve ter ouvido o solo de vibrafone no arranjo de uma música ou mesmo na trilha sonora de algum filme ou desenho, porém a maioria acaba não distinguindo entre o som do vibrafone e o de um teclado ou sintetizador”, afirma.

Para facilitar essa distinção, além da apresentação ao vivo, o músico pretende mostrar alguns vídeos de músicos famosos que tocam vibrafone. “Vou falar sobre um disco inteiro que o jazzista americano Gary Burton gravou apenas com solos de vibrafone, incluindo uma versão de Chega de Saudade que se tornou referência no mundo todo. E pretendo tocar arranjos que fiz para três músicas de grandes compositores, entre eles o guitarrista norte-americano Pat Metheny”, diz.

Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e mestre em percussão pela University of Missouri, Marcelo Casagrande é chefe da seção de percussão da Osuel (Orquestra Sinfônica da UEL) desde 1990. O Café Com Quê é um projeto de debates que funciona todas as quintas, no Sesc Cadeião, e recebe artistas e pesquisadores de diversas áreas do conhecimento para conversas informais com o público geral.

Serviço:

Café com Quê - “Vibrafone Solo – Histórias e Desafios” , com Marcello Casagrande

Quando – Quinta-feira (1), às 19h30

Onde – Sesc Cadeião Cultural (R. Sergipe, 52)

Gratuito

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