A voz do povo tem poder. No entanto, alguns autores não estão nem aí e mantêm seus personagens de acordo com a ideia inicial. Apesar da súplica dos telespectadores, Walcyr Carrasco por duas vezes matou personagens importantes. Em ''Alma Gêmea'', de 2005, as vítimas foram o casal de protagonistas Serena e Rafael, de Eduardo Moscovis e Priscila Fantin.
Já na recém-terminada ''Morde & Assopra'', mesmo tendo que fazer inúmeras modificações para a trama engrenar na audiência, o autor manteve a morte da sofrida Dulce, de Cassia Kiss Magro, um dos poucos personagens de destaque do folhetim. ''A morte não é uma punição. Acho que é um final bem bonito e espiritualizado. Mas tive de ler e ouvir muitas reclamações por causa desses desfechos'', conta o autor.
Glória Pires também segurou a história de ''Insensato Coração'', mas a grande repercussão do sofrimento e das maldades de Norma não livraram a personagem de um fim trágico. Mesmo com a torcida pela ''quase'' vilã ganhando as redes sociais, o final foi mantido. ''A simpatia do público com ela é ligada ao fato de ela também ser vítima. Mas o desfecho dramático dela foi a melhor opção'', acredita Ricardo Linhares.

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