Destino certo para quem curte a natureza
PUBLICAÇÃO
domingo, 16 de julho de 2000
Célia Baroni Enviada ao Pantanal 
Vôti (Que legal! ou Puxa!), conhecer o pantanal é maravilhoso. Mesmo quem sofre de crises de moagem (frescura) não vai enfrentar muitos problemas se o destino é o Refúgio Caiman (MS), que oferece o turismo ecológico e de aventura.Ahlá (expressão de quem coloca em dúvida a afirmação) ainda não foi até lá? Então coloque na sua lista de desejos e metas para um futuro próximo. Vale a pena.
Além de uma gíria própria o pantaneiro sabe como receber bem os turistas. Tem uma índole tranquila, é afetivo e sua cultura e modo de vida são um ponto a mais na lista de encantamentos do Pantanal do Mato Grosso do Sul. Só não coloque muita fé quando o assunto é distância. O aqui perto, dos pantaneiros é mais longe que o logo ali ó dos mineiros.
Do aeroporto de Campo Grande até o Refúgio Caiman, são quatro horas de viagem. A maioria dos passeios é feita em caminhões abertos (os zebrões) especialmente adaptados para levar o turista com segurança. Do alto o turista tem uma visão privilegiada da paisagem.
Tudo fica literalmente longe demais para ser alcançado a pé. Mas isto não significa que andar é impossível. Caminhadas são realizadas principalmente em trilhas na mata fechada. Há aproximadamente 12 caminhos diferentes. Eles são realizados em rodízio, para assegurar a permanência dos animais nos locais.
Nesses programas, o grupo pode observar a vegetação da floresta e animais como quatis e macacos. As trilhas são abertas tanto em matas com vegetação típica do Pantanal, como em cordilheiras e capões, e em ambientes de transição como o cerrado, o que permite aos visitantes conhecer uma variedade ainda maior de animais e plantas da região.
A atração pela vida pantaneira e a lida com o gado é grande. Além dos tradicionais passeios de barco, a pé, a cavalo ou em veículo aberto (o zebrão), a Caiman oferece na temporada da seca de junho a setembro o programa Comitiva de Gado.
Durante dois dias, um grupo de turistas a cavalo acompanha e ajuda a conduzir o gado (250 cabeças). É a oportunidade perfeita de conviver com os peões- pantaneiros, aprender sua cultura e, de sobra, ainda conhecer algumas das técnicas usadas para conduzir o gado.
Ao entardecer, em um acampamento pré-montado (Santa Vóia), o menu é um churrasco com tererê (erva mate com água fria) e a cama é a rede tradicional coberta por uma tela para evitar os ataques dos mosquitos. No dia seguinte os turistas voltam para as pousadas.


