DESTAQUE MPB da melhor linhagem
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segunda-feira, 26 de maio de 2003
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
A cantora-revelação Vanessa da Mata deixou muita gente curiosa ao despontar na trilha sonora da novela ''Esperança'', exibida no ano passado pela Globo. Houve quem apontasse Marisa Monte como a intérprete da música ''Onde Ir'', carro-chefe de seu álbum de estréia homônimo, lançado na última temporada pela Sony. Há, até hoje, quem pergunte sobre a dona da voz da bonita toada.
É que Vanessa da Mata não estourou, não decolou nas FMs, não se tornou figurinha carimbada em programas de auditório na TV. Seu nome ainda é pouco familiar do grande público. Só por isso, para conhecê-la e comprovar seu talento vale a pena sintonizar a TV Cultura hoje, às 22h30, quando ela será a atração do programa ''Ensaio''.
Entrevistada por Fernando Faro, a cantora fala sobre sua infância na cidade de Alto Garça (MT), e sua convivência com a música desde cedo. Intercala a conversa apresentando algumas músicas de seu disco, com destaque para ''A Força que Nunca Seca'', ''Não Me Deixe Só'', ''Onde Ir'', ''Viagem'' e ''Case-se Comigo''.
Autora de dez das onze faixas de seu primeiro álbum, Vanessa começou cantando em bares de Uberlândia (MG) e, já morando em São Paulo, foi backing-vocal do grupo de reggae jamaicano Black Uhuru, com quem fez excursão por todo o Brasil em 1995. Depois, entrou para o Grupo Mafuá, especializado em ritmos brasileiros.
Ficou quatro anos, até que conheceu Chico César, que produziu seu CD demo com a ajuda do violonista Swammi Jr. Chico a ajudou a deslanchar sua carreira-solo. Com ele, ela compôs a música ''A Força Que Nunca Seca'', gravada por Maria Bethânia e indicada ao Grammy Latino como Melhor Música. Teve ainda suas canções gravadas por Daniela Mercury (''Viagem''); Ana Carolina (''Me Sento Na Rua''), e pelo próprio Chico César e novamente por Bethânia, em dueto com Caetano Veloso (''Canto de Dona Sinhá'').
Vanessa da Mata é o oposto de sua xará, Wanessa Camargo. Faz MPB da melhor linhagem, sem concessões ao pop, seja ele brega ou chique.


