Mais de quarenta anos após a sua criação, a peça ''Toda Nudez Será Castigada'' continua dando prêmios a quem aceita o desafio de montá-la. É o que aconteceu na noite de anteontem, na cerimônia deste ano do 18º Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro, ocorrida no Estrela da Lapa.
A obra de Nelson Rodrigues (1912-1980) rendeu a Paulo Moraes o prêmio de melhor diretor, além de conferir o troféu de iluminação para Maneco Quinderé. A peça concorria ainda nas categorias de melhor atriz (Patrícia Selonk) e cenário (Paulo de Moraes e Carla Berri).
Outra grande aposta para este ano, o espetáculo ''A Incrível Confeitaria do Sr. Pellica'' - cinco indicações: duas para Pedro Brício (autor e direção), de figurino (Rui Cortez), iluminação (Tomás Ribas) e música (Felipe Rocha)- também venceu em duas categorias: autor e figurino.
A cerimônia, comandada pelo ator Pedro Paulo Rangel, premiou também a atriz Deborah Evelyn, em ''Baque'' enquanto Júlio Adrião foi escolhido o melhor ator, com ''A Descoberta das Américas''. Caíque Botkay e Sisneiro ganharam o prêmio de música, pela trilha original de ''Auto Ururau''. Na categoria especial, a política institucional do Sesc Rio de valorização e incentivo ao teatro foi premiada.
A cerimônia deste ano homenageou a Família Goulart, pela união e trabalho desenvolvido nos palcos, por mais de vinte anos. O diretor Aderbal Freire Filho entregou o Prêmio Shell a Paulo Goulart, Nicete Bruno, Beth Goulart e Paulo Goulart Filho.
O vencedor de cada categoria recebeu uma escultura em metal criada pelo artista plástico Domenico Calabroni e uma premiação individual de R$ 8.000.
Na próxima terça-feira acontece a festa do Prêmio Shell de Teatro de São Paulo, na capital paulista.


VENCEDORES

Confira os ganhadores da temporada 2005 do Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro

- Autor: Pedro Brício, por ''A Incrível Confeitaria do Sr. Pellica''
- Direção: Paulo de Moraes, por ''Toda Nudez Será Castigada''
- Ator: Júlio Adrião, por ''A Descoberta das Américas''
- Atriz: Deborah Evelyn, por ''Baque''
- Cenário: André Cortez, por ''A Serpente''
- Figurino: Rui Cortez, por ''A Incrível Confeitaria do Sr. Pellica''
- Iluminação: Maneco Quinderé, por ''Toda Nudez Será Castigada''
- Música: Caíque Botkay e Sisneiro, pelas músicas do ''Auto do Ururau''
- Categoria especial: Sesc Rio, pela sua política institucional de incentivo ao teatro

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