Despido de graça
Despido
de graça
O Homem Nu é a segunda versão cinematográfica da obra homônima do escritor Fernando Sabino. A primeira, dirigida por Roberto Santos, foi rodada em 1967 e não agradou o autor que considerou a adaptação muito dramática. O Homem Nu é o quinto filme de Hugo Carvana e o primeiro em que ele não acumula direção e interpretação. O ator faz uma pequena participação como motorista de táxi, aparecendo apenas na última cena do filme.
Cláudio Marzo que interpreta o papel título, ganhou o prêmio de Melhor Ator no Festival de Gramado de 97. Para ele, ficar nu nas ruas movimentadas de Ipanema foi uma das coisas mais interessantes de sua carreira. Descobri novamente o prazer de representar, de exercer meu ofício, afirmou o ator. Em várias cenas, ele teve que ser substituído por um dublê porque o personagem exigia muito preparo físico.
Esta produção que tem o Rio de Janeiro como cenário e o chorinho como trilha sonora foi bastante elogiada pela crítica, mas é um filme sem graça. Cláudio Marzo está muito à vontade no papel de Silvio Proença, um escritor que se vê obrigado a passar um dia e um noite pelado nas ruas de Ipanema. O filme traz no elenco outros nomes globais como Lúcia Veríssimo, Daniel Dantas e Isabel Fillardis.
O grande problema de O Homem Nu é que faltam tramas paralelas. No início até que o telespectador se diverte com a situação constrangedora do personagem central, mas ao longo do filme a piada acaba ficando muito repetitiva e perde o entusiasmo. Mesmo fazendo uma crítica à cobertura sensacionalista da imprensa que, às vezes, distorce os fatos, o filme não chega a impressionar. Duração: 75 minutos.
(C.M.)





