CARNAVAL DESFILE VIRA VITRINE Como no Rio de Janeiro, as escolas de samba de São Paulo também utilizam atrizes, modelos e corpos bonitos como destaque Arquivo FolhaLeila Lopes estréia no Carnaval paulistano pela Camisa Verde e Branco e pela Imperador do Ipiranga Fabiana Gitsio Agência Estado O Carnaval de São Paulo consagra suas musas. Atrizes, modelos e beldades em geral já sabem que a festa paulistana – como a carioca – vale pela animação e como vitrine. Na edição 2000 da folia, haverá muito brilho feminino no sambódromo. Feliz da vida, a atriz Leila Lopes estréia no Carnaval paulistano em dose dupla. Quer ‘‘levantar’’ a Camisa Verde e Branco, sambando no chão, e a Imperador do Ipiranga, como o principal destaque feminino do carro alegórico Teatro Amazonas, vestida de índia. Não espera ouvir do público paulistano, ‘‘mais contido’’, o bordão ‘‘gostosa, bonita e saborosa’’, grito de guerra dos marmanjos cariocas em 1999, quando ela saiu na Beija-Flor. No desfile da Camisa, Leila vai percorrer várias alas e reverenciar as passistas. ‘‘Não sei sambar, meu fôlego não é como o delas’’, diz. ‘‘Vou pegar na mão de cada uma e mostrar ao público as verdadeiras sambistas.’’ Joana Prado, a Feiticeira, musa da hora, sai no Rio e não dispensa São Paulo. Ela é a estrela do último carro da Vai-Vai. Antes, terão passado na avenida a apresentadora Eliana (madrinha da ala infantil) e a modelo Luíza Ambiel, rainha de outros carnavais. A Águia de Ouro terá a modelo e empresária Núbia Oliveira (agora Núbia Olivé) como madrinha da bateria. É sua estréia no Carnaval de São Paulo. ‘‘Não aceitei convites antes porque as escolas eram ‘enroladas’.’’ Ela explica que, algumas, ao mesmo tempo que a convidavam, formalizavam convites a outras beldades. Mas, agora, ela é só elogios ao Carnaval paulistano. ‘‘É outra coisa ser recebida de maneira especial’’, diz. No Rio, Núbia sai na Império Serrano, rebaixada em 1999. Capa da revista ‘‘Playboy’’ em 1993, Núbia assume que, antes, saía no Carnaval só para aparecer. ‘‘Hoje, o samba está na minha veia.’’ A modelo Sílvia Pardubsky – está na ‘‘Playboy’’ deste mês – faz sua estréia na Camisa Verde e Branco. Aos 26 anos, 1,74 metro de altura e 58 quilos, Sílvia atua como figurante em programas de TV e não nega: ‘‘Carnaval é vitrine, sim; vou juntar o útil ao agradável.’’ Para fazer bonito, treina. ‘‘Ensaio na frente do espelho.’’ Luciana Sargentelli, sambista para valer, será a madrinha de bateria da X-9, o mesmo posto que ocupa na sua Estácio de Sá. ‘‘A bateria da X-9 não deixa nada a desejar. O Carnaval de São Paulo é até mais autêntico; no Rio há quem compre a fantasia pela Internet e só aparece no desfile.’’ Também vão despertar a atenção do público a atriz Luíza Tomé (musa da bateria da Tom Maior), Valéria Valenssa (madrinha da bateria da Mocidade Alegre), a paquita Bombom (madrinha da bateria da Imperador do Ipiranga), as Ronaldinhas e as Mallandrettes (Águia), as modelos Cida Marques e Alessandra Scatena (na Leandro e X-9, respectivamente), a musa do jet-ski e capa da ‘‘Playboy’’ de fevereiro Ana Paula Teixeira (X-9) e Dominique Puzzi (Rosas de Ouro), ao lado da mãe, a atriz Nicole Puzzi. Os homens não ficam de fora da festa. O galã Joubert Campelo, que já posou nu, sai no último carro da Tom Maior e na Acadêmicos do Tucuruvi. Forte candidato ao título de ‘‘muso’’, pode ter Thiago Lacerda e Luciano Szafir como concorrentes, se eles aceitarem o convite da Tucuruvi.