Desfile 'comportado' da Unidos de Vila Maria agrada à Arquidiocese
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domingo, 26 de fevereiro de 2017
José Maria Mayrink<br> Agência Estado 

São Paulo - A escola Unidos de Vila Maria cumpriu a promessa, a Igreja deu graças a Deus. Os representantes da Arquidiocese de São Paulo que negociaram com os carnavalescos o samba-enredo e os figurinos do desfile de sexta-feira (24), na abertura do Carnaval, ficaram muito satisfeitos com a apresentação. Nada de mulher seminua, nenhuma insinuação erótica, tudo com o esperado respeito à imagem da santa ao lembrar os 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraíba.

"Foi tudo muito bonito, não houve nada que desabonasse o desfile, foi uma bela homenagem, conforme o combinado", afirmou o padre Tarcísio Mesquita, coordenador do Vicariato de Pastoral, que assistiu ao espetáculo no Camarote da Cidade, a convite da prefeitura de São Paulo. Registrou a festa pelo celular e enviou fotos para o cardeal d. Odilo Scherer, que acompanhava tudo pela televisão. "Gostei principalmente das crianças vestidas de anjo no carro alegórico da Basílica de Aparecida e me emocionei com aquela pausa da bateria para realçar canto do samba enredo".
Segundo padre Tarcísio, o cardeal também gostou do desfile, que em sua avaliação foi "decente". Criticado por grupos conservadores da Igreja por ter apoiado a proposta da Unidos de Vila Maria, d. Odilo defendeu, em entrevista à Rádio Vaticano, em Roma, a apresentação de Nossa Senhora Aparecida por uma escola de samba. Além da Arquidiocese, também os missionários redentoristas do Santuário Nacional de Aparecida deram orientação aos carnavalescos.

Na entrada do portão 26 do sambódromo, Rafael e Tarcísio Mesquita tiraram fotos ao lado de três destaques "bem vestidas" que voltavam para casa: Luane Bolina, Magda Sampaio e Priscila Moraes. As moças estavam entusiasmadas. "Fui mais elogiada hoje do que quando desfilei de biquíni, quase pelada", disse Luane, vestida com um longo prateado.


