ReproduçãoGêiser no deserto chileno: águas termais jorram do solo e chegam a mais de dez metros de altura
À primeira vista inóspito, o deserto é explorado como atração turística no norte chileno. Localizada a 4 mil metros de altitude, a região do Altiplano de Tarapacá oferece ao turista fontes de águas termais, gêiseres, minas de sal, cobre e enxofre a céu aberto, oásis e sítios arqueológicas (que abrigam uma das múmias mais antigas do mundo, com cerca de 2 mil anos), além da possibilidade de conhecer animais exóticos como lhamas, alpacas e vicunhas (parecidos com camelos, mas de menor porte).
O oásis mais famoso é o de Pica, a 114 quilômetros a nordeste de Iquique. Nesse local, em pleno deserto, o visitante encontra uma ‘‘ilha’’ de vegetação, com piscinas de águas termais - cuja temperatura varia de 45 a 85 graus centígrados - e até uma pequena produção de frutas tropicais.
Mas talvez a atração mais exótica do deserto chileno sejam os gêiseres (águas termais que jorram do solo e atingem mais de dez metros de altura). No gêiser de Puchuldiza (232 quilômetros a nordeste de Iquique), a água sai da terra a uma temperatura que pode chegar a 100 graus. No inverno, a água congela, formando monumentais blocos de gelo. A temperatura no deserto varia de até 13 graus, durante o dia, a menos de zero grau, à noite. (V.D.)

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