Os desenhos do artista plástico Marlon Azambuja remetem à estética da joalheria. Não por acaso, uma vez que Marlon é bisneto, neto e filho de joalheiros. A mostra será aberta hoje, às 19h30, no Museu Alfredo Andersen, em Curitiba, onde permanece até o dia 5 de agosto.
Nesta exposição será possível acompanhar a evolução do trabalho do artista. Ele leva exemplares de todas as suas fases, alguns de acervos particulares. ‘‘Fui formulando um olhar estético através das minúcias da joalheria. Meu trabalho é desenvolvido basicamente a canetas preta, branca e prata. As cores são tênues e os desenhos incorporam alguma religiosidade pela beleza das imagens’’, explica.
Separada em duas partes: desenhos-objetos e desenhos, a mostra tem curadoria de Enio Puccini. Nos objetos, Marlon usa miniaturas, strass, renda, osso ou fios para compor em colagens. Os desenhos são em têmpera com esferográficas sobre papel, quando o artista apresenta o fluxo de linhas se movendo.
Nascido em Santo Antônio da Patrulha, no Rio Grande do Sul, Marlon inicou sua formação artística em 1997 num workshop com Daniel Senise. Estudou com Edilson Viriato e começou a expor individualmente há três anos, em Curitiba. Entre suas participações em coletivas destacam-se os diversos salões de arte do Paraná e Santa Catarina e o Salão Paulista, deste ano. (E.M.C.)
• Exposição de Marlon Azambuja, nas salas alternativas do Museu Alfredo Andersen (Rua Mateus Leme, 336), em Curitiba. A abertura acontece hoje, a partir das 19h30. A mostra poderá ser visitada até dia 5 de agosto, de de segunda a sexta-feira, das 9h às 18 horas, e aos sábados das 10h às 16 horas.

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