O estudante Lindemberg Barbosa, 18 anos, mora em Santa Terezinha de Itaipu (15 quilômetros de Foz do Iguaçu) e se considera um viciado em quadrilhos. Tanto que desenvolve histórias e roteiros a partir de livros e séries de ficção científica. A Folha levou o jovem para visitar o Ceaec, onde conheceu uma gibiteca pela primeira vez.
Maravilhado com os mais de 20 mil exemplares, Barbosa destacou histórias clássicas que ‘‘já tinha ouvido falar’’ mas nunca folheou em sua vida. Entre eles, ‘‘Flash Gordon’’, antigas edições de ‘‘Fantasma’’ e séries dos anos 40, como ‘‘Gibi’’ e ‘‘Lobinho’’. ‘‘Montaria uma cama e moraria aqui por um bom tempo para ler estas raridades. Têm edições que nunca imaginei conhecer.’’
Além de citar os exemplares raros, como um ‘‘Buck Rogers’’ de 1930 (quadrinhos pouco conhecidos no Brasil, mas que fez sucesso como série de televisão nas décadas de 70 e 80), o estudante também gostou das edições alemãs, com encadernação em formato de livro, capa dura e títulos em relevo. Barbosa desenha desde os seis anos e disse que, além das histórias de ficção, gostaria de trabalhar como desenhista de tiras de jornal. Para melhorar o traço, está procurando se especializar na área fazendo cursos. Ele pretende viajar para São Paulo, onde existe a Fábrica de Quadrinhos do desenhista Marcelo Campos, para apresentar seu projetos. ‘‘Espero conseguir desenhar tão bem quanto Rogério Cruz. Um dia eu chego lᒒ, comentou o estudante, referindo-se ao artista brasileiro que desenha os X-Men para a editora americana Marvel. (E.D.)

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