Descubra Santiago, a pé
Santiago - Santiago é cidade para se conhecer a pé. Um roteiro independente de dia inteiro começa no metrô. O bairro Providencia concentra boa parte da oferta hoteleira e sua principal avenida, de nome idêntico, está pontuada de estações do metropolitano.
Tome o trem na Linha 1, a 380 pesos (US$ 0,64) o bilhete trecho único e a 620 pesos (US$ 1,03) o de ida e volta, e desça na Universidad de Chile. As estações de metrô de Santiago, uma cidade com cerca de 6 milhões de habitantes, funcionam também como centros comerciais. É tudo bem sinalizado, limpo e vigiado.
Dali, siga para o Palacio de la Moneda, a casa presidencial chilena. Foi ali que em 11 de setembro de 1973 o então presidente Salvador Allende foi encontrado morto após o ataque orquestrado por Augusto Pinochet. Atrás da residência está a Praça da Revolução, palco de exposições temporárias.
O próximo passo é tomar o Paseo Ahumada, a versão chilena da Rambla de Barcelona. Milhares de pessoas transitam pelo calçadão, endereço de lojas de departamento, lanchonetes, bancos, prédios centenários, cybercafés, estátuas vivas, ambulantes e artistas mambembes. Tem de tudo, como todo centro cosmopolita. Mas, ao contrário de São Paulo, por exemplo, você pode perambular por ali sem ser incomodado.
Em pouco tempo, abre-se a Plaza Mayor, com a silhueta da antiga Catedral refletida na fachada espelhada do edifício vizinho. Uma imagem clássica de Santiago. Nas imediações está o histórico prédio dos Correios e, ao lado, o Museu Histórico e Nacional, cuja visita de terça a sábado, das 10 horas às 17h30, custa 600 pesos (US$ 1). Aos domingos e feriados, a entrada é franca.
Desse ponto em diante, o Paseo Ahumada ganha o nome de Puente. Continue nele até dar de cara com o Mercado Central, imperdível para uma parada estratégica. Tanto para descansar um pouco quanto para curtir a atmosfera particular do local saboreando frutos do mar e outras especialidades.
Na esquina do mercadão, não perca a chance de provar a legítima empanada chilena. A Fábrica de Empanadas, Tallerines, Ravioles, Masas y Similares Del Mauro, Zunino y CompaÀia Limitada alimenta os chilenos desde 1925, quando à época funcionava como armazém. ''Vendíamos até comida para cavalo'', relata o caixa do local, Julio Taffo. ''Tudo muda, veja só, hoje já nem cavalos passam mais por aqui.''
Taffo segue brincando de alternar imagens antigas e modernas enquanto mostra as fotos na parede. Há imagens do Mercado Central em 1910. Logo, vira-se e sugere a empanada de pino. Do quê? ''De pino, oras! Olha lá'', aponta para o letreiro, em português: ''Mistura de carne e cebola cozida ao forno. Tudo com azeitona e ovo''. Uma delícia. Por 550 pesos (US$ 0,92) a unidade.
Já descansado e abastecido, nada melhor do que uma caminhada no parque. Coincidências não existem, ao menos não nesse tour por Santiago, de modo que o Parque Florestal está todo disponível e acessível a partir do mercadão. A área verde, bastante frequentada por casais de namorados, acompanha o traçado do Rio Mapocho, formado pelo degelo dos Andes.
A caminhada deve seguir até a Ponte Pío Nono, com parada opcional no Museu Nacional de Belas Artes. O acervo pode ser visitado de terça a domingo, das 10 horas às 18h45. O ingresso vale 600 pesos (US$ 1), exceto aos domingos, quando a entrada é gratuita.
A Pío Nono atravessa em direção ao bairro de Bellavista, reduto clássico da boemia e da alma artística chilena. Siga por ela, em meio a barzinhos e restaurantes cheios de gente jovem bebendo e falando sem parar. Há lojas de artesanato aos borbotões. Deixe-se levar até La Chascona (a descabelada), uma das três casas de Neruda no Chile.





