São Paulo, 23 (AE) - Uma cerimônia a um só tempo descontraída e calorosa marcou a entrega do 11.º Prêmio Shell de Teatro, ocorrida na segunda-feira à noite, no restaurante Appolinari, com apresentação do ator Paulo Goulart. A maioria dos mais de 30 artistas indicados compareceu ao coquetel que antecedeu a cerimônia de entrega, iniciada às 21h20 com duração de 45 minutos.
Espalhados por confortáveis mesas, nas quais foi servido um jantar após a cerimônia, atores, diretores e dramaturgos aplaudiam generosamente cada indicado anunciado por Goulart. Na abertura, Goulart pediu uma salva de palmas em homenagem a atriz Fernanda Montenegro.
As primeiras categorias anunciadas foram música, figurino, iluminação e cenografia. Marcelo Pellegrini foi o primeiro a receber o troféu criado pelo escultor Domenico Calabroni pela trilha de "À Margem da Vida". Fábio Namatame ganhou o segundo Prêmio Shell de sua carreira, desta vez pelos figurinos de "Memórias Póstumas de Brás Cuba". "É a segunda vez que ganho um prêmio rasgando as roupas do ator", brincou.
Também bom ganhador de prêmios, Guilherme Bonfanti recebeu seu terceiro troféu da Shell, este ano pela iluminação de "Ivanov" e "Sinfonia de uma Noite Inquieta". Hugo Possolo (Parlapatões) e Luciana Bueno foram os escolhidos pelo cenário de "Não Escrevi Isto". "Agradeço ao autor e ao diretor pela oportunidade que me deram", brincou Possolo, também autor e diretor da peça. Especial - Em seguida, todos se levantaram para aplaudir a premiação da ensaísta Maria Thereza Vargas, na categoria especial, "pelo livro "Giramundo" e contribuições ao teatro brasileiro". Maria Thereza agradeceu a homenagem a Miriam Muniz
atriz cuja trajetória é tema do livro "Giramundo", presente à cerimônia.
O melhor da festa veio em seguida, quando Zé Celso recebeu o primeiro prêmio da noite pela autoria de "Cacilda!" Embora fragilizado, Zé Celso compareceu à entrega, brincou com o troféu, dançou e cantou músicas da peça e fez um discurso inflamado, chegando a citar "A Vida É Bela", para fazer um paralelo com o que chamou de "nosso holocausto financeiro". E, como Benigni, primou pelo humor. "Mesmo caindo aos pedaços não vou parar de fazer teatro".
Goulart riu ao chamar novamente Zé Celso, desta vez na categoria diretor. E Zé Celso novamente cantou e dançou. Em seguida, aplaudiu o ator Cassio Scapin, premiado como ator por "Memórias Póstumas de Brás Cubas" e dançou novamente, agora com Bete Coelho, vencedora na categoria atriz por "Cacilda!"

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