Desafios na cultura para 2015
PUBLICAÇÃO
domingo, 04 de janeiro de 2015
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Início de janeiro é hora de listar os planos e objetivos para o longo do ano. Com eles, vêm junto os desafios para executá-los. No âmbito da cultura não é diferente. Em Londrina, produtores culturais e gestores de espaços de cultura já começam a pensar nas atividades e colocar no papel o que pretendem realizar com e para a população em 2015. Mesmo que o trabalho não seja fácil, as perspectivas parecem ser boas, apesar do baixo orçamento previsto. Afinal, otimismo no início do ano é fundamental para que as coisas, realmente, aconteçam.
O Sesc Cadeião Cultural acabou de abrir as portas e tem tudo para ter um grande ano pela frente. Com início das atividades pedagógicas e artísticas em dezembro, o ano segue a tendência da programação aberta ao público, incluindo aos fins de semana. "Em 2015, queremos fomentar a produção local, principalmente a música e teatro. Teremos, ainda, como foco, a realização de cursos na área de artes, cênicas, música e audiovisual, inclusive para as crianças. Já iniciamos com a exibição de vasta lista de filmes", explica o gerente executivo Alexandre Simioni.
Segundo ele, o grande desafio para o ano é solidificar o local como mais um equipamento cultural na cidade. "Queremos trazer o público londrinense e da região para acompanhar nossa produção, sobretudo aos fins de semana, o que não é comum em Londrina. Além disso, esperamos que as pessoas venham se encontrar aqui e o Sesc Cadeião torne-se um espaço de convivência para encontros, cafés e conversas."
Para que os objetivos concretizem-se, a estratégia será investir na programação e atividades de qualidade. "Iremos aumentar a divulgação no comércio do entorno, porque, muitas vezes, eles próprios não sabem da programação. Com o tempo, a tendência é a população incorporar o hábito de frequentar mais esse espaço cultural", planeja. Comerciários filiados ao Sesc têm descontos e prioridades em alguns eventos, mas toda a população tem acesso, muitas vezes gratuito, e a preços populares.
Vilas culturais
Importantes espaços de incentivo à produção cultural, as Vilas Culturais de Londrina realizam um trabalho essencial nessa área - principalmente com a comunidade local - há vários anos. Com um orçamento de R$ 30 mil ao ano para todas as despesas, finalmente, o valor repassado pelo município, por meio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), foi reajustado e parece dar uma sobrevida aos espaços. Para 2015, cada espaço com projeto aprovado vai receber R$ 70 mil.
"Isso vai nos 'desafogar' com relação aos gastos fixos, como aluguel, luz, água e telefone. Poderemos, ainda, contratar uma pessoa para gerenciar o atendimento no local", conta Jackeline Seglin, dirigente da Usina Cultural. Com as contas em dia, ela comenta que será possível usar os recursos próprios para outras finalidades. "Teremos uma margem para fazer reformas, melhorar a estrutura do espaço e, assim, ampliar a ocupação do local e potencializar as atividades de formação do público."
Com cerca de 100 artistas que usam o espaço frequentemente, Jackeline diz que a Usina vai continuar sendo parceira dos artistas locais. "Há uma carência muito grande de espaços em Londrina e as vilas dão esse apoio. A Usina é um espaço que vem sendo usado todos os dias, incluindo período de férias, em que há ensaios, por exemplo. Hoje, temos grupos de teatro, dança, dança de rua, artes visuais que utilizam o local. Tudo isso continua em 2015, mais as oficinas oferecidas à população da cidade", complementa.


