Surf, o esporte que começou marginal e hoje movimenta milhões de dólares no mundo, ganha especial inédito na TV. ‘‘Surf - 60 anos de História’’, como foi batizado o documentário, vai ao ar às 13h30 deste sábado durante o programa Grandes Momentos do Esporte da Rede Cultura.
O especial, que tem uma hora e meia de duração, resgata as aventuras dos primeiros surfistas brasileiros e faz um passeio pelos ‘‘picos’’ mais concorridos do País. Entre os entrevistados da velha-guarda consta Osmar Gonçalves, primeiro praticante do litoral paulista e hoje com 77 anos.
Osmar foi pioneiro nas pranchas, ao lado de Jua Haffers, em Santos. Ele lembra suas primeiras aventuras, os medos, os momentos de glória, os desafios e as ondas mais perigosas. Além dele, são entrevistados ex-profissionais que foram atrás de fama e de ondas gigantes em outro países.
Da geração atual, o paulista (radicado no Paraná) Petterson Rosa é o destaque, especialmente por ter vencido a etapa brasileira do World Champions hip Tour (primeira divisão do surf), realizada no mês passado no Rio de Janeiro.
Já notório pelas manobras radicais, o rapaz de 24 anos ficou mais famoso ainda depois de inspirar o personagem ‘‘Petersson Foca’’, criado no rádio pelo grupo de humor Sobrinhos do Ataíde. Remontando aos precursores até chegar aos campeões de hoje, o giro pelos 60 anos de história do esporte no Brasil faz rasantes sobre as praias preferidas dos surfistas.
O passeio começa em Arpoador, no Rio de Janeiro, onde as primeiras turmas de surfistas levaram os pranchões à água em 1955. O Rio, diga-se, foi pioneiro na organização do esporte com a fundação da Federação Carioca de Surf e a realização do primeiro campeonato do gênero em 1965. Além do litoral carioca, o roteiro do programa inclui paradas na praia da velha Joaquina, em Florianópolis; e as praias do Nordeste, que estão se constituindo em celeiros da nova geração de surfistas.
Repleto de imagens e informações curiosas, o especial mostra como o surf foi deixando o estereótipo de esporte praticado por uma ‘‘tribo’’ dourada e inconsequente (como os surfistas eram vistos antigamente) para se tornar uma respeitável fonte de lucros e negócios. Aos que vibrarem com o programa, convém lembrar que estreou há poucos dias em algumas capitais do País o filme ‘‘Nas Mãos de Deus’’, que flagra surfistas pegando ondas de 12 metros no Havaí.

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