O mais longo drama médico da TV americana finalmente terminou. Um episódio de duas horas encerrou ''ER - Plantão Médico'', que, ao longo de seus 15 anos, trocou diversas vezes de elenco - mais de 750 atores passaram por seus 331 episódios - e perdeu gradualmente a audiência.
Apesar disso, a série, que alçou George Clooney à fama e é exibida em ao menos 18 países, deixa uma legião de fãs órfãos, inconformados com o fim do corre-corre e o desligamento das máquinas no pronto-socorro fictício de Chicago.
Não é à toa: além de recordista de indicações ao Emmy (mais de 120), a série conquistou prestígio suficiente para atrair convidados célebres, como os atores Susan Sarandon e Steve Buscemi e o diretor Quentin Tarantino (''Pulp Fiction''), que comandou o penúltimo episódio da primeira temporada, em 1995.
Não restou nenhum médico ''original'' na equipe de plantonistas do 15º ano - que, no entanto, foi ''premiado'' com a participação de personagens que marcaram a série, como os de George Clooney, Anthony Edwards e Noah Wyle.
Mas, após uma década entre as dez séries mais vistas nos EUA, segundo a ''Variety'', ''ER'' começou a cair e, no ano passado, foi parar na 48 posição no ranking da audiência dos seriados na TV americana, sua pior performance. No Brasil, tampouco permanece entre as mais vistas - por aqui, a última temporada deve ser exibida ainda neste semestre.

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