''Tem muito humor em nosso trabalho. E, se você analisar as letras, verá que são bastante positivas e espirituais.''
Não, não se trata de gospel ou de new age. O autor das frases acima é Martin Gore, do trio britânico Depeche Mode, para provável surpresa de quem cresceu ouvindo um grupo cujos fãs já foram descritos como ''gente que só sai à noite e de óculos escuros''.
Mas foi assim que o letrista, tecladista e guitarrista descreveu ''Sounds of the Universe'', 12º disco da banda. Com 13 faixas inéditas mais cinco faixas-bônus da caixa especial, o álbum terá lançamento mundial em 20 de abril.
''Há sempre uma escuridão natural ou presumida sobre nosso som, mesmo quando, para mim, algumas das faixas não são nem um pouco dark'', explica Gore. Ele cita como exemplo as novas músicas ''Little Soul'' e ''Peace''.
Na primeira, ri ao escutar um trecho de órgão acrescentado em meio às frases ''minha pequena alma vai deixar uma pegada/ estou canalizando o universo''. Na última, o vocalista Dave Gahan canta ''a paz virá até mim/ estou deixando a amargura para trás/ é hora de clarear minha mente''.
A turnê de ''Sounds of the Universe'' deverá vir ao país no segundo semestre. A última vez que o grupo esteve em São Paulo foi em 1994: ''Não foi uma época boa na história da banda'', diz Gore. ''Tudo o que me lembro é de ter ido a um bar''.

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