Arquivo FolhaDenise Fraga: ‘‘Eu não me sinto comediante. Sou uma atriz que faz comédia. Sinto que o humor comunica muito mais’’A carioca Denise Fraga está de volta à TV em dose dupla. Além de representar vários personagens no humorístico ‘‘A Vida ao Vivo Show’’, que estreou dia 21, na Globo, com Pedro Cardoso, Débora Bloch, Luís Fernando Guimarães e Fernanda Torres, a impagável e espevitada Olímpia da comédia ‘‘Trair e Coçar é só Começar’’ vai aparecer no episódio ‘‘Mulher’’, na pele de uma falsa freirinha, muito engraçada. Aos 33 anos, a atriz diz viver uma ótima fase na carreira e só lamenta ter que se separar do filho de oito meses. ‘‘Tenho muita saudade do Nino’’, conta. Ela mora em São Paulo e grava o programa no Rio. É casada com o publicitário e cineasta Luiz Villaça, diretor do filme ‘‘Por Trás do Pano’’, de Flávio de Souza, que traz, além da esposa no elenco, Luiz Mello, Pedro Cardoso, Marisa Orth e Iara Jamra.
Denise começou a carreira no teatro. Estreou no vídeo na novela ‘‘Bambol꒒, fez ‘‘TV Pirata’’, ‘‘Barriga de Aluguel’’ e ‘‘A.E.I.O. Urca’’, na Globo, e teve uma pequena participação como a repórter Penélope do ‘‘Castelo Rá-Tim-Bum’’, na Cultura, além de atuar em ‘‘Mariana, Menina de Ouro’’, ‘‘Éramos Seis’’, ‘‘As Pupilas do Senhor Reitor’’ e ‘‘Sangue do meu Sangue’’, no SBT. Há três meses vive a garota-propaganda da Doril, uma hilária esposa que receita ao marido um remédio contra a gripe. Na nova comédia da Globo, ela quer se identificar com o dia-a-dia das pessoas.
Como está sendo sua atuação nesse humorístico?
Denise Fraga - São vários personagens interpretados por cada um no elenco. O programa é constituído por uma platéia e uma bancada, e a gente faz várias cenas típicas do dia-a-dia. Eu faço uma moça humilde, outra superperua (risos). Fiz outra cena, onde formo um casal com Pedro Cardoso e a gente briga dentro de um táxi. Interpreto também uma garçonete em Nova York, uma baiana e vivo a Desirée, uma moça na platéia, que interfere na apresentação do programa.
Como você avalia ‘‘A Vida ao Vivo Show’’?
Denise - Acho o tom do programa uma coisa maravilhosa. Mostra para o público o que acontece no ônibus, na festa, na rua, etc. Os programas são temáticos, produzidos em cima da observação do cotidiano muito engraçado. São coisas que pegam as pessoas de ‘‘saia justa’’. É muito interessante. O legal é que o Luiz e o Pedro já têm uma química, e eu e a Débora também trabalhamos juntas na ‘‘TV Pirata’’.
No que ele difere da ‘‘TV Pirata’’?
Denise - O ‘‘Vida ao Vivo’’ não é tão caricato quanto o ‘‘TV Pirata’’. Ele tem um formato muito divertido.
Diria que você vive para a comédia ou um drama também a seduz?
Denise - Eu não me sinto comediante. Sou uma atriz que faz comédia. Sinto que o humor comunica muito mais. Existem personagens dramáticos que são grandiosos. Meu grande barato foi lírico ‘‘A Quarta Estação’’.
O que leva de herança da sua fase de novelas do SBT?
Denise - Lá, eu fiz um dos meus melhores personagens, que foi a Olga de ‘‘Éramos Seis’’. Eu amava aquela brejeirice dela e a cara engraçada. Ela tinha um sotaque absurdo que nem tinha no interior (risos). E aquela filharada!... Contracenar com o Osmar Prado também foi demais.
Como está sua vida de mãe?
Denise - Uma correria. Isso tem me castigado porque, se eu estivesse trabalhando em São Paulo, facilitaria, mas gravo no Rio e tenho muita saudade do Nino. Se eu fico aqui por mais tempo, ele vem com o pai para cá. Não trago meu filho para o Rio porque fico aflita por estar zanzando com ele pra lá e pra cá.
Você tinha um sonho, sempre quis aprender a tocar acordeon. Já conseguiu?
Denise - É verdade, mas ainda não deu. Quando eu ficar velhinha, com artrose, vai ficar difícil tocar. Mas eu terei mais tempo (risos).

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