Com a correria da vida moderna, nem sempre sobra tempo para fazer um bolinho caseiro, artesanalmente, sem aderir às facilidades das massas semi-prontas, os famosos ''bolos de caixinha'', como popularmente são chamados. As avós modernas também já não são como antigamente: muitas ainda estão na ativa, sem muito tempo livre, e nem sempre conhecem as receitas que suas mães costumavam fazer, como os bolinhos de chuva polvilhados com açúcar e canela - rápidos, fáceis de fazer e muito convidativos para um chá da tarde.

Os adultos, principalmente os na faixa dos 30, devem se lembrar dos famosos bolinhos de chuva da Tia Nastácia, um dos quitutes que apareciam no seriado Sítio do Picapau Amarelo e que davam água na boca.

E foi pensando em preservar - e também resgatar - o gosto pelos sabores simples, menos industrializados, com aquele gostinho de infância misturado com tradição, que algumas confeitarias ainda mantêm em seu cardápio produtos que mexem com a memória afetiva, principalmente das pessoas mais velhas. E, é preciso dizer, devem ser apresentados ao público mais jovem.

É o caso das brevidades, feitas em forminhas de papel da Confeitaria Central, na Vila Casoni, que tem mais de 50 anos de tradição. Vendidas por unidade ou no formato de um bolo pequeno redondo, é um dos produtos antigos mais vendidos do local - concorrendo com o pudim de farinha, quindins, bombas de chocolate e o saboroso bolo de frutas cristalizadas, cuja receita é guardada a sete chaves.

''Aqui a gente ainda trata o cliente pelo nome e tem pessoas que vêm até nós especialmente para comer quitutes que as confeitarias mais modernas já não fazem do mesmo jeito'', conta o administrador Lauro Kleber, 60 anos, que junto com o irmão Valdemar Kleber gerencia o negócio deixado pelos pais, de origem alemã e austríaca.

Leia mais na matéria da repórter Ana Paula Nascimento

Leia também:
Suissa ou Suíça?

mockup