Delicadas obras de arte
DELICADAS
OBRAS
DE ARTE
Um toque de sensibilidade aliada à
técnica. Eis a fórmula ideal para se
conseguir um belo arranjo floral
Érika Pelegrino
Paulo Wolfgang
Arranjo de Norma Yoshida: mistura
de flores, mas evitando que
a criação fique grosseiraFlores do campo, crisântemos, angélicas, rosas, orquídeas e uma infinidade de outras flores. Por si só elas já trazem beleza e são um presente delicado. Imagine se associarmos a beleza natural das flores a arranjos especiais? Em alguns casos obtém-se pequenas obras de arte.
Os profissionais em design floral, Rogério Melo e sua mulher Stans Scheltinga, ambos de Holambra (SP), trabalham no ramo de arranjos há nove anos. Rogério defende a necessidade da técnica para se obter resultados visuais de impacto e fugir dos arranjos formais. Quando a pessoa domina a técnica é só soltar a criatividade para conseguir trabalhos especiais, afirma Rogério Melo.
O especialista explica que existem quatro linhas clássicas internacionais de arranjos: formal, decorativa, vegetativa e linear. A partir destas linhas desenvolve-se estilos geométricos de arranjos: triangular simétrico, assimétrico, crescente, decrescente, curva de Horgath, paralelo.
Dentro deste conceito o casal trabalha com o que há de mais atual em técnicas de arranjos: a minimização, proveniente da Holanda. Esta técnica, segundo Rogério Melo, consiste em conseguir um arranjo atraente utilizando poucos elementos. Colocamos os elementos em pontos estratégicos para provocar impacto visual no cliente- diz ela.
Os elementos a que se refere Rogério Melo são florais e não-florais. Na minimização os arranjos são trabalhados com elementos florais de linha primária: espigas, multidirecionais e redonda. As espigas podem ser: Angélicas, Palmas, Boca de Leão, entre outras. Crisântemo em cacho, Solidago ou Tango, como são popularmente conhecidos, são exemplos de flores multidirecionais. Entre as redondas estão: Cravo, Girassol, Crisântemo individual.
Os arranjos são complementados com elementos não-florais: fitas, palha e outros acessórios. Rogério Melo lembra que a harmonia das cores é fundamental. É possível trabalhar com arranjos monocromáticos, onde é empregada apenas uma cor; análogo, onde se trabalha com mais de uma cor; triada, três cores e acromática, onde se utiliza apenas o branco e o verde da folhagem.
A harmonia de contrastes também pode ser utilizada em um arranjo. Neste caso, segundo Rogério Melo, verifica-se primeiro se o cliente quer um arranjo luminoso ou de peso - com cores escuras. Para obter-se um arranjo luminoso é preciso trabalhar mais com cores frias, variações do azul, do que com cores quentes, variações de vermelho. Os arranjos de peso trazem mais cores quentes do que frias.
Com estes pequenos toques é possível transformar um arranjo floral em uma pequena obra de arte que irá compor a decoração de um ambiente. Norma Yoshida, de Londrina, há 30 anos trabalha com arranjos florais. Ela afirma que não segue nenhuma técnica em especial. Os arranjos vão surgindo de acordo com a minha inspiração, afirma.
Para Norma Yoshida os arranjos são uma criação pessoal. Fazer arranjos é uma arte, assim como pintar, depende da ocasião, da inspiração, compara. O estilo preferido de Yoshida é o floral. Adoro fazer uma mistura de todas as flores. Fica mais bonito, diz.
Os arranjos vão se diferenciando de acordo com os tons e tipos de flores utilizadas. Se o cliente quer algo mais chique, colocamos um ou dois galhos de orquídea. Já flores do campo, são mais simples, ótimas para casamentos de manhã, afirma. Quando a opção é pelos arranjos artificiais, Yoshida explica que é preciso tomar cuidado com a mistura de flores, para evitar que o trabalho fique grosseiro.
Arranjos de Sérgio Melo e Stans podem ser encontrados na Oficina das Flores, rua Belo Horizonte, 874, loja 1. Os arranjos de Norma Yoshida estão na Floricultura Paraíso, avenida Rio de Janeiro, 685





