São Paulo - É com um jeito firme de falar ao telespectador que o delegado Alexandre Zakir, 43 anos, comanda o reality show policial "Operação de Risco" (Rede TV!), que mostra o cotidiano da polícia e os bastidores das ocorrências, sempre envolvendo suspeitos, criminosos, vítimas e situações arriscadas. "A ideia é mostrar como é o trabalho da polícia e informar as pessoas para que elas cobrem um bom serviço das autoridades", diz Zakir.
Nascido em Bauru (SP), Zakir conta que, depois de se formar em direito, não pretendia ser delegado. "Aos 21 anos, mudei para São Paulo a fim de ter mais independência. Por influência dos amigos, prestei um concurso público, passei e virei delegado. Acabei me apaixonando pela profissão", relembra.
Após trabalhar em diversas delegacias diferentes em bairros da capital, Zakir esteve sete anos no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e comandou diversas investigações. "É o lugar mais romântico do ponto de vista policial. A vítima está morta, e você vai atrás de provas e vestígios com o objetivo de solucionar o caso", comenta.
Foi em 2010, em um de seus plantões como delegado, que Zakir participou da gravação de um programa-teste do "Operação de Risco". Com uma postura elogiada por seus superiores, aceitou fazer um teste na produtora da atração. "Nunca pensei em ser apresentador de TV. O que me seduziu foi o fato de poder retratar um outro lado do trabalho policial", lembra. "No começo, senti que era uma grande responsabilidade. Fui criticado por alguns colegas, mas a maioria me incentivou, e isso foi importante."
O sucesso na TV fez com ele fosse convidado, no ano passado, a apresentar o "Tá Gravado" (Rede TV!), programa que exibe flagrantes reais registrados por câmeras de vigilância e celulares. Hoje, Zakir concilia as gravações na TV e o expediente como corregedor da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. "O tempo passa. Não estou mais na rotina frenética em campo, e meu trabalho é mais burocrático. Mas sinto que passei por etapas. Não que eu não sinta saudade da linha de frente, é que sei que cumpri o meu papel", diz ele, que tem aprendido a lidar com a fama. "Já me abordaram na praia, no metrô, mas não foi nada chocante. Sou uma pessoa comum, como qualquer outra."

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