Decifrando os recursos do violão
PUBLICAÇÃO
sábado, 08 de maio de 1999
Ranulfo Pedreiro 
A história do violão no Brasil é antiga. O instrumento se tornou popular em meados do século passado, substituindo a viola de arame. Desde então, esteve presente em quase todas expressões musicais brasileiras, abandonando aos poucos a marginalidade imposta pelas elites para se tornar o principal instrumento da canção nacional.
Tudo isso foi se desenvolvendo de forma empírica, conhecimentos transmitidos verbalmente ou colhidos pelo ouvido. Os métodos ainda hoje não são muitos, a maioria foi desenvolvida em conservatórios. Partituras específicas também não são fáceis de achar.
Por isso os violonistas do País estão comemorando o lançamento de Acordes, Arpejos e Escalas para Violão e Guitarra, de Nelson Faria. O livro compila uma série de conhecimentos e macetes raros em publicações do gênero. Não se trata de um livro aprofundado que explica demoradamente cada recurso, eliminando o iniciante de seu público. Mas funciona bem para quem já tem algum conhecimento teórico, simplificando esquemas em quadros comparativos.
Entre o amplo material preparado por Nelson Faria estão a formação de acordes, padrões de cifragem, tabelas de superposição de arpejos, escalas diversas, modos e um capítulo exclusivo de fraseado e seu desenvolvimento.
Nelson Faria é compositor, arranjador, guitarrista/violonista e teve, em seu currículo, professores como Joe Pass, John Scofield, Larry Carlton e Scott Henderson. Além de ministrar cursos e workshops, Faria atuou profissionalmente ao lado de nomes como Antonio Adolfo, Milton Nascimento, Rosa Passos, João Bosco, Tim Maia e Cauby Peixoto.
Além disso, ele é professor de guitarra e harmonia na Universidade Estácio de Sá e de improvisação no Conservatório Brasileiro de Música. Acordes, Arpejos e Escalas... foi lançado pela Lumiar Editora, com edição de Almir Chediak. Mais informações na homepage www.lumiar.com.br. Encomendas pelo telefone (021) 541-9149.


