Debatendo Nietzsche
PUBLICAÇÃO
domingo, 21 de maio de 2000
Nelson Sato de Londrina 
A filosofia de Nietzsche acolheu mil e uma interpretações ao longo do século. De gemas do pensamento a doutrinas nefastas, tudo já foi extraído de seus escritos. Algumas controvérsias foram atenuadas, mas a vitalidade da obra permanece fascinando estudiosos ao redor do mundo.
Em Londrina, Nietzsche voltou a insuflar a seara acadêmica. Depois de dedicar-lhe um curso comandado no ano passado pelo professsor da Unicamp Oswaldo Giacoia Júnior o grupo de pesquisa Perspectivas Nietzchianas do Departamento de Filosofia da UEL promove nesta semana a série de palestras Sobre o Tempo e a História em Nietzsche.
O título do evento foi escolhido aleatoriamente, mas as noções invocadas atravessam vários textos do pensador. Com o estudo desses tópicos, é possível chegar a um dos temas mais caros em sua obra, que é a crítica da modernidade explica o professor José Fernandes Weber, o palestrante de quarta-feira.
A programação começa hoje com a palestra Da Utilidade e Desvantagem da História para a Vida e outras Considerações Extemporâneas, a cargo do professor alemão Peter Mainka, da Universidade Estadual de Maringá. Na terça, o professor da UEL Gabriel Giannattasio discorre sobre o tema Sade e Nietzsche: Conhecimento (Histórico) e Existência.
Na quarta, é a vez de Weber abordar A Arte de Ruminar e a Indigestão Histórica: Saúde e Doença no Âmbito do Esquecimento e da Memória. Quinta e sexta-feira, por fim, o professor Hélio Rebello Júnior (da Unesp) faz a conexão de Nietzsche com os filósofos franceses contemporâneos em sua palestra O Tempo Indômito: Variações sobre Foucault e Deleuze Acerca do Conceito Nietzcheano de Tempo.
As inscrições estão abertas no Departamento de Filosofia da UEL (Telefone 43/371-4486). A taxa é de R$ 10,00 para alunos da universidade e R$ 20,00 para os demais participantes.


