Nos duros tempos dos anos 70 Timochenco Wehby - que emplacou um enorme sucesso com ‘‘A Vinda do Messias’’ - escreveu ‘‘O Longo Caminho que Vai de Zero a Ene’’, peça para dois atores, repleta de metáforas e questionamentos. O texto chegou ao palco do Teatro Lala Schneider pelas mãos de Hélio Barbosa e João Paulo Leão. Está iniciando a temporada naquela casa.
O autor propõe com este trabalho discutir o homem, sua relação com o outro e com o mundo que o cerca. O caráter é forjado a partir da memória, das lembranças e da solidão que cada personagem carrega. João Paulo Leão, ator e diretor do espetáculo, explica que tudo não passa de um jogo dramático de perseguição: Zero, portador da nulidade, está no encalço de Ene.
Esta necessidade de conquista e poder representada pelos personagens encerra outras metáforas, segundo o diretor, como os questionamentos do existencialismo, e dos caminhos do próprio teatro, sempre à procura de novas linguagens. ‘‘E perde o que tem de mais particular - a capacidade de contar histórias’’, observa Leão.
q O Longo Caminho que Vai de Zero a Ene - de Timochenco Wheby. Direção de João Paulo Leão. Com Hélio Barbosa e João Paulo Leão. De sexta a domingo, às 21h, no Teatro Lala Schneider. Ingressos: R$ 12,00 e R$ 6,00 (bônus, estudantes e classe artística).

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